A consultoria Scentia divulgou, nessa quinta-feira (22), seu levantamento mensal referente aos dados de consumo na economia argentina.
De acordo com os números, que analisam setembro de 2026, os níveis atuais de consumo estão 16% abaixo dos de janeiro de 2023, período anterior ao do governo de Javier Milei. O atual presidente tomou posse em dezembro daquele ano.
Na comparação com agosto de 2026, o consumo das famílias na Argentina recuou 1%. Conforme o levantamento, no acumulado dos nove primeiros meses do ano, a redução chega a 2,7%.
A queda no consumo se reflete em menos quantidade de compras e menor valor gasto por ida a locais como supermercados na Argentina. Afeta, ademais, o pequeno comércio de bairro e os serviços considerados não essenciais.
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Em setembro, precisamente, os estabelecimentos atacadistas tiveram quedas de 6,7% nas vendas. Em seguida, ficaram os grandes supermercados (-5,3%) e o e-commerce (-3,9%). Já as mercearias (2,3%) e as farmácias (2%) registraram alta, atenuando o índice.
Atividade econômica na Argentina
Por outro lado, o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC), órgão oficial do governo da Argentina, divulgou que a atividade econômica mensal cresceu 0,1% em agosto, último dado disponível. Em julho, houve queda de 2,9%.
Caso o terceiro trimestre do ano, encerrado em setembro, feche com números negativos, a economia da Argentina poderá entrar em recessão técnica. No segundo semestre, o país terminou com 0,6% de contração no Produto Interno Bruto (PIB).
Em entrevista à rede El Observador, o presidente Javier Milei admitiu o quadro difícil e atribuiu parte dos problemas ao cenário externo e à oposição interna. Assegurou, ainda, que as ações adotadas por seu governo evitaram uma situação pior para o país.

