A deputada opositora Marcela Pagano apresentou, à Justiça Federal de Puerto Iguazú, pedido de investigação sobre a entrada do senador Flávio Bolsonaro na Argentina.
A parlamentar solicitou explicações a respeito de eventuais irregularidades pela Direção Nacional de Migrações (DNM) ou pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
O pedido de Pagano foi apresentado antes de que a DNM confirmasse, na madrugada desta quarta-feira (28), a passagem de Flávio Bolsonaro pela aduana argentina da Ponte Tancredo Neves, em Puerto Iguazú.
De acordo com o órgão de controle migratório, Flávio, a esposa e as duas filhas entraram na Argentina às 22h50 de terça-feira (27). Quarenta minutos mais tarde, às 23h30, embarcaram em uma aeronave privada no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú.
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Conforme a DNM, o senador e os familiares apresentaram “documentação hábil de viagem, sem nenhum impedimento legal para ingresso” à Argentina.
Marcela Pagano apontou, contudo, que já pesava contra Flávio Bolsonaro uma proibição de deixar o território brasileiro, imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A parlamentar pediu a preservação das imagens das câmeras da aduana argentina da Ponte Tancredo Neves e do aeroporto. Além disso, solicitou informação oficial sobre os planos de voo e a lista de passageiros da aeronave que aguardava em Puerto Iguazú.
“A fronteira argentina não é um corredor VIP de ninguém. Não se negocia a soberania, nem se empresta”, afirmou Pagano na rede social X.
Veículos de comunicação da Argentina afirmam que Santiago Caputo, ministro e homem de confiança do presidente Javier Milei, esteve em Puerto Iguazú para acompanhar os procedimentos. Não há, entretanto, confirmação sobre a presença de Caputo.

