O governo federal da Argentina confirmou, na última quinta-feira (4), o resultado da licitação para a dragagem e a manutenção da hidrovia do Rio Paraná.
De acordo com o Ministério da Economia, a empresa belga Jan de Nul, que já atua na hidrovia do Rio Paraná desde 1995, sagrou-se vencedora do certame.
Ainda há tempo, porém, para contestação por parte da empresa DEME NV, segunda colocada, também da Bélgica. Por outro lado, a companhia brasileira DTA Engenharia ficou de fora da análise final, por questões relacionadas aos requisitos do edital.
A licitação inclui o trecho do Rio Paraná localizado entre a foz do Rio Paraguai e a região de Rosario, 100% em território argentino.
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Conforme o governo argentino, o novo contrato permitirá a redução de custos e o aumento da trafegabilidade na hidrovia, com eventual redução de tarifas.
A hidrovia do Rio Paraná é o principal corredor para o escoamento da produção agrícola argentina. Além disso, o Paraguai utiliza o rio para exportar a safra e importar insumos básicos como combustíveis.
Empresas do Brasil, da Bolívia e do Uruguai também usam o sistema hidroviário formados pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, desembocando no Rio da Prata.
A hidrovia permite a redução do frete, pois as barcas conseguem transportar grandes tonelagens, com menor custo na comparação com o transporte rodoviário.


