A previsão de que a nova edição do fenômeno climático El Niño terá dimensões acima da média está preocupando autoridades nacionais e regionais na Argentina.
De acordo com o portal Misiones Online, já estão em marcha ações preventivas para tentar minimizar os prováveis impactos. A lista de efeitos inclui projeções de chuvas acima da média, temporais e enchentes nos vales dos rios fronteiriços.
Tais situações podem provocar, conforme as simulações, perdas em algumas das principais zonas agrícolas e de criação de gado na Argentina.
Segundo a Agência Federal de Emergências (AFE), por exemplo, há 5,4 milhões de hectares potencialmente inundáveis no país. Áreas como as ilhas do Rio Paraná estão entre os locais apontados como criticamente vulneráveis.
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Chuvas em excesso no Sul do Brasil, sempre e quando atingem as bacias dos rios Iguaçu, Paraná e Uruguai, geram preocupação na Argentina.
O Rio Paraná entra no país vizinho pela fronteira trinacional e atravessa o território de várias províncias até desaguar na região de Buenos Aires. Enchentes no Rio Iguaçu elevam o volume de água no Rio Paraná em território argentino.
Já o Rio Uruguai recebe os impactos de chuvas torrenciais nos estados brasileiros do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Cheias no referido rio afetam cidades argentinas e uruguaias, bem como aumentam o caudal do Rio da Prata.
Na província de Santa Fé, o governo local está trabalhando com um plano de 90 dias para reduzir os riscos de danos e aumentar capacidades de respostas.
Em Misiones, província que faz fronteira com o Brasil e o Paraguai, haverá um seminário, no próximo dia 29, para debater os potenciais impactos do El Niño.

