O Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) da Argentina divulgou, nessa terça-feira (14), os números oficiais da inflação no país.
De acordo com o INDEC, em junho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 1,9%, registro mensal mais baixo desde agosto de 2025. Na comparação com maio, por exemplo, houve retração de 0,2 ponto percentual (2,1% contra 1,9%).
Mesmo assim, a inflação segue em ritmo acima do inicialmente previsto pelo governo da Argentina para 2026.
Na lei orçamentária enviada ao Congresso, a gestão de Javier Milei previu inflação anual na faixa dos 20%. Conforme o INDEC, no acumulado dos seis primeiros meses do ano, o IPC já está em 16,8%, com pouca margem para elevação no segundo semestre.
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Já a inflação interanual, que leva em conta a soma dos últimos 12 meses na Argentina, chegou a 33,5%. O cálculo interanual está mais próximo das projeções feitas pelo mercado, que estima inflação próxima a 30% ao término de 2026.
Nos dados segmentados por região, o Nordeste da Argentina, onde fica a província fronteiriça de Misiones, igualou a inflação nacional de 1,9% em junho. No primeiro semestre, porém, fechou com 19,9%. No interanual, está com 36,5% de alta nos preços.
Pesaram para os moradores do Nordeste, em junho, segmentos como água, eletricidade, gás e combustíveis, com acréscimo médio de 5%. Já os itens de comunicação tiveram ligeira queda de 0,1%, enquanto os alimentos subiram 1,5%.

