A Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (Arca) da Argentina está investigando um esquema de contrabando de bebidas brasileiras para o país.
As quadrilhas estariam utilizando rotas similares às empregadas para o contrabando de vinhos argentinos em direção ao Brasil.
Rumo à Argentina, contudo, seguem produtos como cervejas, aguardentes, uísques, vodcas e licores. A produção brasileira é vista como de boa qualidade, ademais de ter preços competitivos na comparação com os itens fabricados no país vizinho.
De acordo com a Arca, locais como a fronteira entre Barracão (PR), Dionísio Cerqueira (SC) e Bernardo de Irigoyen (Misiones) aparecem com destaque na logística do contrabando.
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Entre as referidas cidades, existem dificuldades operacionais para a fiscalização. Em vários pontos, apenas uma “avenida internacional” marca a fronteira entre Brasil e Argentina, com rápida travessia entre os lados.
Para movimentar as cargas internamente na Argentina, os grupos utilizam notas fiscais frias. Entre os destinos mais frequentes, cidades das províncias de Misiones, Corrientes, Chaco e Formosa.

Puerto Iguazú, na fronteira com Foz do Iguaçu, também aparece como parte do esquema. Conforme o portal La Voz de Cataratas, a cidade está na rota do ingresso de bebidas brasileiras, bem como da saída irregular de vinho argentino.
Em abordagem recente, a Arca informou ter apreendido 45,7 mil latas e garrafas de cervejas de marcas como Heineken, Corona, Sol, Pilsen, Brahma e Budweiser. Além disso, a agência argentina confiscou 11.490 garrafas de bebidas destiladas.
Para saber mais sobre o caso, na imprensa de Puerto Iguazú, clique aqui.

