Se você vai à Argentina nesta quinta-feira (19), atenção. Em todo o país, sindicatos e entidades de classe estão promovendo manifestações nacionais contra a reforma trabalhista impulsionada pelo governo de Javier Milei. Logo
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Na província fronteiriça de Misiones, onde fica a cidade de Puerto Iguazú, setores como o de transportes terrestres de passageiros estão interrompidos, com a suspensão de linhas intermunicipais e municipais do transporte coletivo.
A manifestação afeta, ademais, a chegada de viajantes ao Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, com a paralisação dos voos programados pela companhia Aerolíneas Argentinas.
De acordo com os organizadores, o movimento começou à meia-noite e terá duração de 24 horas. A escolha da data ocorreu devido à entrada da reforma trabalhista na pauta de votação do Congresso Nacional da Argentina, em Buenos Aires.
A concentração principal acontece na capital e na província de Buenos Aires, em área que concentra cerca de um terço da população argentina.
Misiones, Posadas e Puerto Iguazú figuravam, nas primeiras horas do dia, entre as cidades mais afetadas pela paralisação.
Voos da Argentina para o Brasil, entre Buenos Aires e cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, aparecem como suspensos ou cancelados nos painéis das companhias aéreas.
No entender das entidades sindicais, a reforma impulsionada por Milei provocará prejuízos para os trabalhadores, retirando direitos e provocando precariedade nas relações com as empresas.
O governo, que argumenta a necessidade de modernização da legislação na Argentina, acredita contar com os votos necessários para a aprovação do texto.

