O Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) da Argentina divulgou, nesta semana, os números da inflação oficial no país no mês de julho.
De acordo com os dados, no sétimo mês do ano, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 2,1%, ligeiramente acima do 1,9% reportado em junho. Segmentos associados às férias, como recreação, cultura, transportes e hospedagem, tiveram altas de até 5%.
No acumulado de 2026, o IPC está em 19,3%. Já a inflação interanual, que leva em conta o cálculo dos últimos 12 meses na Argentina, permanece acima dos 30%, chegando a 33,8%.
Conforme o planejamento inicial do governo argentino, a meta de inflação para o ano de 2026 girava em torno de 20%. Entretanto, fatores como dificuldades políticas internas, além de conflitos internacionais, têm mantido a inflação acima das projeções governistas.
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O índice na faixa dos 30%, porém, está dentro das estimativas das principais consultorias de mercado. Na visão dos analistas, os 20% traçados pelo Ministério da Economia da Argentina levavam em conta cenários excessivamente otimistas.
Inflação regional na Argentina
Devido à extensão territorial e à população de cerca de 45 milhões de habitantes, a Argentina tem diferentes cenários regionais no que toca à inflação. Áreas como a cidade de Buenos Aires, por exemplo, costumam apresentar resultados diferentes dos observados em províncias rurais.
Em julho, a Região Nordeste da Argentina (NEA), que inclui a província fronteiriça de Misiones, teve inflação de 2%. No acumulado do ano, o índice está em 22,3%, enquanto, no cálculo interanual, atinge a marca de 36,9%, a mais elevada do país.

