A Polícia Federal Argentina (PFA) divulgou, nessa segunda-feira (22), os resultados de uma operação promovida na cidade fronteiriça de Puerto Iguazú. O procedimento teve como alvo a fabricação clandestina e a venda irregular de azeite de oliva.
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De acordo com as informações, a investigação começou após alertas feitos pela Polícia Federal (PF) do Brasil. A corporação brasileira avisou à Argentina sobre apreensões frequentes, em Foz do Iguaçu, de azeite etiquetado com a marca Valle Viejo.
Conforme o histórico, a comercialização do produto rotulado com a marca está proibida no Brasil, desde 2021, por decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em sua resolução, a Anvisa cita “descumprimento aos requisitos de composição e aos padrões de identidade e qualidade, não obedecendo às características mínimas de qualidade do azeite de oliva estabelecidas na legislação sanitária”.
Na última quarta-feira (17), a PFA cumpriu uma série de mandados, autorizados pela Justiça Federal Argentina, contra pessoas e endereços em Puerto Iguazú.
No bairro Villa 14, os policiais detiveram um homem de nacionalidade argentina, apontado como o responsável pelo azeite inadequado.
Em seguida, os investigadores vistoriaram um galpão no qual era feita a embalagem e a etiquetagem. Os agentes confirmaram, ademais, que o suposto dono não possui autorização da vigilância sanitária da Argentina (ANMAT) para a fabricação e venda.
Na quinta-feira (18), a operação prosseguiu na Feirinha de Puerto Iguazú, com o recolhimento de galões do azeite de oliva considerado impróprio, vendidos no local.
De acordo com o portal La Voz de Cataratas, as investigações continuam, no intuito de identificar outros responsáveis e apurar o alcance da comercialização clandestina. O processo tramita na Argentina, na recém-criada Vara Federal de Puerto Iguazú.

