O governo da Argentina elevou para “alto” o nível de alerta de segurança no país e determinou, entre outras medidas, o reforço no patrulhamento das áreas de fronteira.
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A decisão ocorreu após a gestão do presidente Javier Milei manifestar apoio a Israel e aos Estados Unidos na ofensiva contra o Irã no Oriente Médio.
A aplicação do protocolo especial está a cargo da Secretaria de Inteligência de Estado, do Ministério da Segurança Nacional e da Direção Nacional de Migrações da Argentina.
De acordo com o Censo 2022 na Argentina, a comunidade judaica do país está concentrada, majoritariamente, em Buenos Aires. Locais como sinagogas, escolas e centros de convivência estão recebendo atenção especial das forças de segurança.
Já a fronteira mais sensível, na visão do Ministério da Segurança Nacional, é a de Puerto Iguazú com Foz do Iguaçu e Presidente Franco (Paraguai).
As ações para as fronteiras deverão incluir aumento no rigor do controle da documentação, bem como verificação detalhada de veículos que entram no país.
Em ocasiões anteriores de animosidade no Oriente Médio, a Argentina chegou a barrar, sem qualquer justificativa, a entrada de pessoas com sobrenomes de origem árabe.
Atentado terrorista na Argentina
Em 1994, um atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em Buenos Aires, deixou 85 mortos. Conforme as investigações, indivíduos suspeitos de envolvimento no ataque teriam entrado no país, dias antes, por Puerto Iguazú.
Ahmad Vahid, novo chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, foi indiciado pelas autoridades argentinas como um dos mentores do atentado. A pedido do país sul-americano, desde 2007, Vahid está na lista de foragidos da Interpol.

