Esta breve nota, parte do trabalho Olhares sobre os 30 anos da Ponte Tancredo Neves para o portal H2Foz, busca apresentar uma análise que se distancia dos impactos diretos da obra de engenharia e se detém muito mais a questões macro a respeito da união estratégica entre o Brasil e a Argentina. A construção da ponte, neste caso, é interpretada como parte do lento e complexo amadurecimento de uma relação secular entre os dois gigantes da América do Sul.
O Porto Meira e o conjunto de bairros que formam a região Sul de Foz do Iguaçu é onde ocorreram mais transformações a partir da construção da Ponte Presidente Tancredo Neves, ou Ponte da Fraternidade, como ficou conhecida antes e após sua inauguração. No início dos anos 1980, a então Rua General Meira, única via de acesso ao porto de mesmo nome no rio Iguaçu, único acesso à municipalidad de Puerto Iguazú, na Argentina.
A Ponte Tancredo Neves é resultado dos esforços de brasileiros e argentinos em todas as etapas do empreendimento. Os dois países estiveram juntos na elaboração do projeto, escolha do local, mão de obra, financiamento. A construção começou em 13 de janeiro de 1983, com término em 29 de novembro de 1985. Ou seja, um tempo relativamente razoável de três anos.
Ele nasceu em Puerto Iguazú em 1936, quando a cidade ainda se chama Puerto Aguirre, mas mora em Foz do Iguaçu desde 1962. Nos seus 79 anos de vida, alternou residência entre as duas cidades e até hoje mantém laços afetivos e profissionais em ambos os lados da Ponte Tancredo Neves. Esse homem é Oscar Alliana, casado com Ilza Ramheier e pai de André, Enrique e Eduardo.
Ela é pequenina, tem cerca de 80 mil moradores, mas se revela bastante atraente aos milhares de visitantes que recebe todos os anos. Vizinha a Foz, Puerto Iguazú tem seus encantos que chamam a atenção dos habitantes da Terra das Cataratas e dos turistas, os quais cruzam a Ponte Tancredo Neves todos os dias rumo ao município argentino.
Considerado um dos principais defensores da construção da Ponte Tancredo Neves, o empresário iguaçuense Sérgio Lobato Machado faz uma leitura de episódios que marcaram o antes e o depois do empreendimento. Ele resgata a comissão mista, o medo dos argentinos com a bomba atômica Itaipu Binacional, a polêmica para a escolha do lugar, o afastamento das aduanas e o desenvolvimento da região.
Pela Ponte Tancredo Neves, no caminho entre Puerto Iguazú e Foz do Iguaçu, ou vice-versa, passam muito mais que mercadorias e automóveis. Sonhos, desejos e busca pela descoberta do que existe do lado de cá e de lá também transitam por ali.
A obra substituiu a antiga travessia por embarcações, entre os portos Meira e Mendes, no Brasil e na Argentina, localizados a 1,5 mil metros do local onde a Ponte Tancredo Neves foi edificada. À época, nas barrancas do Iguaçu, vigorava um centro turístico internacional, um vaivém humano sobre o rio que irrigava a economia da região e garantia a sobrevivência financeira de centenas de famílias da vila que hoje forma o Grande Porto Meira.
Diferentes, pero no mucho. Eternos rivais no esporte e potências regionais com interesses conflitantes durante grande parte da segunda metade do século 20, Brasil e Argentina eram mais parecidos, em 13 de janeiro de 1983, do que muitos imaginam. Leia análise de Guilherme Wojciechowski.
História valoriza os fatos marcantes e as memórias de Foz do Iguaçu por meio de entrevistas, documentos, vídeos, trabalhos acadêmicos e jornais antigos.
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