A Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD) e o projeto de extensão Multiplicadores da Inclusão, da Unioeste, abriu a Campanha Setembro Verde em Foz do Iguaçu. O encontro reuniu 40 profissionais da rede socioassistencial.
O enfoque foi a inclusão das pessoas com deficiência, a garantia de direitos e o combate ao capacitismo. A iniciativa integra as ações previstas no Plano Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que orienta as políticas públicas destinadas a esse público no município, conforme a prefeitura.
A educadora social Maiara de Oliveira Costa, da Divisão de Políticas Transversais da Secretaria de Assistência Social, explicou que a campanha busca ampliar o acesso à informação sobre direitos e políticas públicas. O objetivo é levar “informação para as comunidades, para os serviços e para todas as pessoas que necessitam conhecer mais sobre os acessos e os direitos das pessoas com deficiência”, disse.
Contra o capacitismo
Durante o encontro, uma roda de conversa abordou o capacitismo com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o tema, estimular a reflexão sobre atitudes discriminatórias e fortalecer práticas de respeito, acessibilidade, autonomia, participação social e garantia de direitos.
“O capacitismo é o ato de agir com preconceito com a pessoa por conta da deficiência dela e ter uma baixa expectativa sobre ela. Isso é o capacitismo e é crime, que pode gerar multa e até reclusão”, explicou o fisioterapeuta Nelson Trindade, pós-graduando em Mestrado em Saúde Pública em Região de Fronteira.
As discussões também trataram das diferentes barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência, com destaque para as barreiras atitudinais.
Para o fisioterapeuta Guto Mazine, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública em Região de Fronteira da Unioeste, o enfrentamento ao preconceito é fundamental para ampliar a participação social das pessoas com deficiência. “Cada vez mais, a gente vem buscando trabalhar essas ações anticapacitistas. Queremos vencer as barreiras atitudinais, aquele preconceito, aquela coisa estrutural que vem percorrendo um caminho histórico”, discorreu.
Segundo Nelson Trindade, a proposta é ampliar o debate para além dos serviços públicos e alcançar toda a comunidade. “Queremos trazer este debate para toda a comunidade, para que nós tenhamos mais sentido e percepção sobre o capacitismo, como combatê-lo e, principalmente, sobre o conceito da pessoa com deficiência.”
(Com informações da Agência Municipal de Notícias)

