Rodoviários suspendem por 15 dias a mais longa greve da categoria em Foz

Embarque de passageiros no terminal - Foto: Marcos Labanca

Motoristas e cobradores aguardarão o julgamento do dissídio pela Justiça do Trabalho. O que muda para o passageiro?

Deflagrada em 13 de abril, a mais longa greve dos trabalhadores rodoviários de Foz do Iguaçu foi suspensa por 15 dias, nesta quinta-feira, 1º, depois de 78 dias de paralisação. Em assembleias no Terminal de Transporte Urbano (TTU), ao longo do dia, motoristas e cobradores do transporte coletivo decidiram aguardar o julgamento do dissídio pela Justiça do Trabalho.

Nesta manhã, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sitro-FI) e das empresas que integram o Consórcio Sorriso reuniram-se em mais uma reunião de conciliação. A rodada de negociação foi mediada pelo desembargador Célio Horst Waldraff, do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT).

“A suspensão da greve por 15 dias está consignada à garantia dada pelo desembargador de que a Justiça do Trabalho irá julgar o dissídio”, declarou ao H2FOZ o secretário-geral do Sitro-FI, Rodrigo Andrade de Souza. “Com isso, sem arquivamento do dissídio, será determinado quem que está certo ou não”, completa.

A categoria cobra a data-base, que é a reposição salarial pela inflação, dos períodos de 2020/2021 e 2021/2022, as quais totalizam 11% de reajuste, e o pagamento de vale-alimentação. As empresas de ônibus alegam que estão em dificuldades financeiras pela queda de passageiros provocada pela pandemia.

E para o passageiro, o que muda? O sindicato sustenta não ter sido a greve que causou a redução drástica da frota de ônibus, a qual foi reduzida em quase 50% pelo Consórcio Sorriso. “Nós estamos segurando [retirando de circulação] 14 ônibus, das 9h às 17h. Só. Esses ônibus vão voltar a rodar com a suspensão da greve. Mais ônibus é com a prefeitura e o consórcio”, expõe Rodrigo.

Conforme o dirigente sindical, outro foco de atenção do sindicato será o período de pagamento, na semana que vem. “Se houver atraso, estamos prontos para retomar a paralisação já a partir do próximo dia 8”, assevera Rodrigo Andrade de Souza.

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Paulo Bogler - H2FOZ

Paulo Bogler é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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