A praça é nossa. E a escola também!

A praça chama a atenção pelo seu maior tesouro: o verde. Foto: Print vídeo SSC Foz do Iguaçu

Aida Franco de Lima – OPINIÃO

Uma escola ou uma praça? Essa pergunta não tem sentido, pois ambos os espaços são essenciais para o desenvolvimento cultural, social, educacional. Sim, uma praça não é algo supérfluo que está no espaço público porque nada melhor tinha para ser construído ali. Ao contrário, uma praça tem inúmeras funções, seja para contemplação, para a convivência, a fauna urbana, lazer, entre outros. Uma escola também vai além do espaço de aprendizado, é local de convivência, de memórias, de alimentar o espírito, a alma e o corpo também. Tem criança cuja principal refeição está na escola. Mas e então, como fica, se for para optar entre uma praça e uma escola, qual a alternativa? A alternativa é preservar a praça e construir a escola, onde não seja praça!

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A ameaça que paira sob a Praça das Aroeiras, em que a Prefeitura de Foz do Iguaçu quer usar o local para construir uma escola, um desejo da comunidade, indicado através do Orçamento Participativo tem chamado a atenção dos moradores, que não querem abrir mão de uma coisa e nem de outra. Enquanto a sociedade organizada deseja que a construção da escola não seja moeda de troca para derrubar a praça, a queda de braço exemplifica a falta de compreensão dos gestores públicos sobre a importância da praça na vida da comunidade!

Praça é lugar de oxigenação. Do trânsito, da estética da cidade, das ideias, da criança ávida por espaço para correr, do cachorro eufórico para marcar seu território, do vendedor que sua para ganhar seu pão, do atleta que transpira para malhar no seu entorno e assim por diante. Cada um no seu quadrado, todos juntos e misturados no espaço coletivo.

Praças das Aroeiras, refúgio para quem está dentro e fora da escola
A Praça das Aroeiras é cogitada para dar lugar a uma escola. Comunidade defende a escola, mas a Praça também! Foto: Print vídeo SSC Foz do Iguaçu

Se o gestor não consegue ver a importância de uma praça, talvez seja mesmo por falta de conhecimento. Ninguém ama o que não conhece, o que não valoriza. O gestor normalmente está em sua bolha, de ar condicionado, com assessores que nem sempre o contrariam para não colocar em risco seus empregos.

Alguém precisa avisar ao gestor, seja de Foz ou de qual cidade for, que é essencial manter a praça, o verde da praça, o gramado, as árvores, os bancos e tudo de bom que ela traduz. E essencial também é encontrar o espaço adequado para construir a escola.

Por enquanto uma Liminar na Justiça impede o avanço da licitação da obra. No entendimento primário da Justiça, o local, é uma área verde, destinada a uma praça e não a uma área técnica, para fins de construção de escola. Uma incoerência maior que a praça, maior que qualquer escola! Pois ninguém é contra uma escola. Muito pelo contrário, quanto mais escolas, mais perspectivas de futuro. Mas a construção de uma escola não pode condenar uma praça. A escola, a praça, são nossas! Conheça mais sobre a Praça das Aroeiras aqui:

A Prefeitura de Foz diz que não tem nenhuma área para construir a escola perto daquele bairro. Mas que tamanho é essa escola que não cabe em nenhum outro local? Criança precisa de escola perto de sua casa. Mas criança também precisa de espaço público para brincar e para o convívio social. Será que não há uma espaço para a construção vertical de uma escola, para que o horizonte continue arborizado?

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Aida Franco de Lima

Aida Franco de Lima é jornalista, professora e escritora. Dra. em Comunicação e Semiótica, especialista em Meio Ambiente. E-mail: [email protected] Veja mais conteúdo da autora.