13.º salário dos servidores injeta R$ 40 milhões na economia de Foz do Iguaçu

Setor público é o segundo maior empregador no município, atrás só do comércio, cita a prefeitura.

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O pagamento de um direito dos trabalhadores consagrado em lei, o 13.º salário dos servidores públicos, acrescenta R$ 40 milhões à economia de Foz do Iguaçu. O dinheiro extra de fim de ano contribui para estimular o comércio e os serviços na cidade.

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Conforme a prefeitura, o valor alcança mais de sete mil profissionais. A gestão afirmou que a administração pública é o segundo setor que mais emprega em Foz do Iguaçu (11%), atrás só do comércio varejista (21,9%), citando a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2021.

O conjunto de servidores públicos integra o total de 69.737 trabalhadores formais que recebem o 13.º salário na cidade. “A média salarial de Foz apontada pelo balanço [do Dieese] é de R$ 3.451,96, acima dos valores de Cascavel e Maringá”, expôs a administração local.



Até o fim deste mês, outros R$ 40 milhões serão pagos ao funcionalismo iguaçuense referentes ao salário de dezembro. A municipalidade prevê que a remuneração seja quitada no dia 29 de dezembro (sexta-feira).

“É um dinheiro muito importante para os servidores e também para a economia da cidade”, disse o prefeito Chico Brasileiro (PSD). O recurso, prosseguiu, “potencializa as vendas do comércio neste final de ano e também contribui para a regularização de dívidas”.

Narrativas opostas

Sem citar um período especificamente, a prefeitura divulgou que, ao “contrário de um passado marcado por atrasos salariais”, o pagamento das obrigações laborais seria uma virtude do governo. Em autoelogio, realçou ser esta uma “gestão marcada pela responsabilidade fiscal e pelo compromisso com os servidores”, escreveu a Agência Municipal de Notícias.

Já vereadores da oposição, como Admilson Galhardo (Republicanos) e Marcio Rosa (PSD), repetem que a administração municipal estaria “quebrada”. Citam a recorrência de empréstimos e a taxação de impostos e tributos, como ISS, estacionamento regulamentado, taxa de lixo etc.

“Esse projeto só está sendo votado porque Chico Brasileiro não tem dinheiro para pagar o 13.º dos servidores”, declarou Galhardo no Legislativo, ao votar contra a lei do prefeito que canaliza recursos da previdência do funcionalismo para o caixa da administração. A matéria acabou sendo aprovada na semana passada, por 9 votos a 4, placar assegurado pela bancada de sustentação política do Palácio das Cataratas.

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