A Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI) defendeu a integração entre turismo e logística na fronteira entre Brasil e Paraguai. Para a entidade, a única solução estrutural para melhorar o fluxo de pessoas, veículos e mercadorias é a aceleração, pelo governo paraguaio, das obras que permitirão o uso integral da Ponte da Integração.
Segundo a ACIFI, a Ponte da Amizade deve permanecer como um dos principais eixos do desenvolvimento econômico da região trinacional, garantindo a livre circulação entre os dois países. A entidade ressalta que Foz do Iguaçu, Ciudad del Este, Presidente Franco e Puerto Iguazú formam um polo único de turismo, comércio, indústria e logística, no qual os diferentes setores impulsionam o crescimento regional.
O diretor de Comércio Exterior da ACIFI, Felipe Kirchheim, frisa que restringir um segmento para beneficiar outro não resolve os gargalos da fronteira. “Somos contrários a qualquer medida que impeça o avanço conjunto da economia do Brasil e do Paraguai. Restrições sem planejamento elevam custos, atrasam operações e reduzem a competitividade regional”, afirmou.
Kirchheim também alerta que concentrar o transporte de cargas apenas no período noturno não representa uma solução definitiva. “Sem estrutura adequada de segurança, iluminação, alimentação, descanso e instalações sanitárias, essa alternativa não é sustentável”, ressaltou.
Obras no Paraguai
A entidade considera que o principal entrave para reorganizar o tráfego de cargas é a conclusão da ponte sobre o Rio Monday, em Presidente Franco, obra indispensável para o funcionamento pleno da Ponte da Integração. Caso o cronograma não seja acelerado, a previsão é de conclusão apenas em 2027.
Enquanto isso, caminhões continuam acumulando-se na Ponte da Amizade, prejudicando turistas, moradores, trabalhadores e transportadores. Para a ACIFI, esse aumento do fluxo logístico reflete o fortalecimento do comércio bilateral e da produção entre Brasil e Paraguai, exigindo investimentos compatíveis em infraestrutura.
Propostas
A associação defende prioridade do governo paraguaio para concluir as obras de acesso à Ponte da Integração, a criação de um comitê bilateral permanente, coordenado pelo Conselho de Desenvolvimento Trinacional (Codetri), e a adoção de medidas imediatas entre os dois países para reduzir o represamento de cargas.
Entre as propostas também está a ampliação dos horários de liberação de cargas no lado paraguaio durante a semana e a abertura regular das operações aos sábados, medida que, segundo a ACIFI, pode distribuir melhor o fluxo de veículos e reduzir os congestionamentos na fronteira.
(Com informações da assessoria)

