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Economia

Guerra ao bolso

Gasolina em Foz: pico de aumento chegou a 25,46%, diz Procon

Aumentos desproporcionais ou sem justa causa podem ser considerados como prática abusiva; postos afirmam que reajuste vem das distribuidoras.

2 min de leitura
Gasolina em Foz: pico de aumento chegou a 25,46%, diz Procon
Pesquisa reuniu mais de 50 estabelecimentos na cidade - foto: Marcos Labanca/H2FOZ arquivo


O preço da gasolina em Foz do Iguaçu teve pico de aumento que chegou a 25,46%, diz o Procon da cidade. A elevação média do produto foi de 5,85%.

Os indicadores são de um levantamento comparativo divulgado pelo órgão, com base em pesquisas realizadas entre 12 de fevereiro e 24 de março de 2026.

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A análise abrangeu gasolina comum, etanol, diesel S10 e diesel S500, conforme a prefeitura. A coleta foi feita em 58 postos, permitindo uma visão ampla do comportamento do mercado local.

“Os dados apontam uma tendência de elevação nos preços, especialmente nos derivados de petróleo”, informa a gestão municipal. As variações dos três produtos foram:

  • gasolina comum: aumento médio de 5,85%, com picos de até 25,46%;
  • etanol: com variação mais moderada, sofreu alta média de 1,87%, além de casos pontuais de redução de até -2,33%;
  • diesel S10: aumento médio expressivo de 23,35%, com picos de até 33,38%;
  • diesel S500: alta média de 19,63%, podendo chegar a 30,05%.

Gasolina e aumento

A variação de preços não configura irregularidade, desde que esteja fundamentada em justificativas legítimas de mercado, destaca o órgão de defesa do consumidor. Mas aumentos considerados arbitrários, desproporcionais ou sem justa causa podem caracterizar prática abusiva.

“Estamos acompanhando de perto”, explicou o diretor do Procon de Foz do Iguaçu, Sidney Calixto. “Provavelmente, na segunda quinzena, vamos encerrar o levantamento semanal dos preços dos postos fiscalizados. A partir disso, iremos analisar o material coletado e iniciar estudos para identificar possíveis aumentos indevidos.”

Postos de combustíveis

As entidades que representam postos de combustíveis afirmam que o problema está no aumento do custo dos produtos pelas distribuidoras. Para o setor, essa rede que intermedeia os combustíveis entre a produção e a bomba é rápida para majorar os preços, porém lenta para reduzi-los.

Os postos alegam não poder adquirir gasolina, etanol e diesel diretamente na produção, ficando obrigados de fazê-lo com o agente distribuidor, que dita os valores.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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