Ministro Marcos Pontes defende conhecimento e tecnologia para o desenvolvimento

Em reunião do Sistema Regional de Inovação, ele elogiou o trabalho de empreendedores inovadores da Região Oeste.

Do Sistema Regional de Inovação 

O fortalecimento da Região Oeste na rede nacional de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento da inovação foi um dos destaques da última reunião do ano do Sistema Regional de Inovação (SRI/Iguassu Valley), nesta sexta-feira, 20. O diálogo on-line contou com a participação especial do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Cesar Pontes.

O ministro pôde aprofundar-se sobre o potencial econômico dos 54 municípios da região e o trabalho realizado pelos atores que fomentam o empreendedorismo e a inovação. Com 1,3 milhão de habitantes, o Oeste possui três parques tecnológicos, cinco universidades públicas e dezenas de instituições de ensino superior privadas, os quais são produtores de pesquisa e conhecimento.

“Parabéns pelo trabalho que vocês fazem. Contem com a gente, com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, pois contamos com vocês”, afirmou à plenária do SRI/ Iguassu Valley. “Juntos, vamos modificar nosso país através da ciência, da tecnologia e da inovação”, frisou o ministro.

Marcos Pontes fez um balanço das ações da pasta, enfatizando as medidas de combate à covid-19. Detalhou as iniciativas estratégicas do ministério – da ciência básica às tecnologias mais complexas –, legislações que visam a estimular o empreendedorismo e a inovação no país e os investimentos para desenvolver a Internet das Coisas, a inteligência artificial (IA) e a tecnologia 5G.

“Nosso ministério tem a particularidade da transversalidade, é como uma caixa de ferramentas, atuando com as outras pastas”, comparou. “Procuramos responder sobre como ele deve servir para a população, a quem paga impostos. Estabelecemos que nossa função é a de produzir conhecimento, riqueza para o país e qualidade de vida às pessoas”, sublinhou o ministro Marcos Pontes.

DataLab Iguassu Valley

Durante o debate, o coordenador do SRI/Iguassu Valley, Jadson Siqueira, enfatizou o esforço concentrado pelo ecossistema de inovação da Região Oeste para o desenvolvimento do DataLab. “Com esse laboratório avançado de inteligência artificial e dados, teremos um centro aplicado à agroenergia e em áreas prioritárias para o desenvolvimento do território”, ponderou.

Jadson Siqueira destacou o trabalho do SRI/Iguassu Valley para a criação do DataLab, um laboratório avançado de inteligência artificial e dados – foto Divulgação.

Ele também dialogou com o ministro Marcos Pontes sobre a importância da formação. “Temos todo um arranjo no Oeste. Quem sabe poderemos ter graduações específicas na área de dados, possibilitando desenvolvermos competências e expertises nessa área, de modo integrado com o DataLab Iguassu Valley”, propôs Jadson.

Resultados

A 34ª Reunião Ordinária do SRI/Iguassu Valley também foi rica em ações de empreendedorismo e inovação apresentadas por instituições integradas à rede. Foram cases, divulgação de editais e eventos de cooperativas, startups e universidades. Coordenadores de oito grupos de trabalho demonstraram os resultados obtidos no ano pelo Sistema Regional de Inovação.

“O empreendedorismo inovador movimentou, em um ano, R$ 78 milhões em faturamento e R$ 7,2 milhões em recolhimento de impostos, gerando 425 empregos diretos na região”, relatou o consultor Hugo Ribeiro, que apresentou o balanço anual. “Também foram captados R$ 61 milhões para inovação em editais de fomento e linha de financiamento”, completou.

Gerente do Sebrae no Oeste, Augusto Cesar Stein destacou que, além dos ativos econômicos fortes, a região é um polo de tecnologias, ressaltando a atuação do SRI/Iguassu Valley. “Está em plena evolução como sistema e organização, não tendo parado nem mesmo na pandemia”, disse. “Isso mostra que há muita consistência, pois as pessoas só participam quando há resultados”, analisou.

Inovação em rede

O SRI/Iguassu Valley atua na forma de uma rede colaborativa na Região Oeste, que integra três parques tecnológicos sediados em Cascavel, Foz do Iguaçu e Toledo. Esse ecossistema articula:

– cerca de cem empresas inovadoras;

– mais de 40 organizações de apoio e crédito;

– 14 habitats de inovação;

– 25 instituições de ensino; e

– seis governanças.

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