Unioeste busca recursos federais para reconstrução dos estragos do temporal

Averiguação técnica foi realizada nessa terça-feira, 23 - Foto: Divulgação

Equipe da Defesa Civil fez avaliação técnica no campus; universidade sofreu danos na estrutura de salas de aula, prédio da direção, anfiteatro e refeitório.

Uma equipe da coordenadoria estadual da Defesa Civil do Paraná realizou avaliação técnica no campus de Foz do Iguaçu da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) nessa terça-feira, 23. Foi feita uma averiguação quanto aos estragos causados pelo temporal do último dia 23 de outubro.

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A comissão foi coordenada pelo sargento Rogério Marcos de Souza Hammes, da Divisão de Gestão de Riscos da Defesa Civil, recepcionada pelo diretor-geral do campus, Fernando José Martins. Na ocasião, a Unioeste/Foz solicitou formalmente a liberação de R$ 1 milhão em recursos federais para a reparação dos danos à estrutura.

A instituição “está realizando tratativas para mais aportes que garantam as condições de reconstrução integral”, informou a assessoria da universidade pública. Antes, logo após o evento climático que afetou a universidade, a direção do campus já havia se reunido com integrantes das esferas municipal, estadual e federal da Defesa Civil.

O primeiro levantamento apontou que os prejuízos à Unioeste/Foz foram de R$ 2,5 milhões, sem incluir os estragos nos equipamentos. Houve danos na estrutura de salas de aula, prédio da direção, anfiteatro e refeitório. Em três blocos, telhados foram arrancados por inteiro, com a força dos ventos, e árvores caíram sobre edifícios.

No dia 8 deste mês, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria nº 2.754, com o reconhecimento federal da situação de emergência em Foz do Iguaçu, por conta do temporal. A medida é um procedimento formal para apoio e transferência de recursos governamentais à reconstrução do campus iguaçuense.

Integrantes da Defesa Civil e da Unioeste reunidos no campus – Foto: Divulgação

O sábado que anoiteceu às 13h

O temporal com fortes rajadas de ventos no sábado, 23 de outubro, deixou um rastro de destruição em Foz do Iguaçu, danificando pelo menos 600 moradias e espaços públicos. A cidade foi a mais atingida entre as 16 localidades que enfrentaram chuvas de granizo, sendo que a partir das 13h praticamente virou noite, escurecendo completamente.

Pessoas foram desabrigadas e desalojadas, e foi registrada uma morte. Regiões inteiras da cidade ficaram sem água e energia elétrica, serviços que demoraram dias para ser restabelecidos em algumas localidades. Postes e árvores foram derrubados. Serviços públicos, como saúde e educação, precisaram ser suspensos até que os locais fossem reorganizados depois da passagem do temporal.

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Paulo Bogler - H2FOZ

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