Candidatos a prefeito de Foz informam R$ 762 mil em recursos recebidos; 90% são de dinheiro público 

H2FOZ – Paulo Bogler 

A busca por votos está intensa em Foz do Iguaçu, contudo, a menos de um mês do pleito, a movimentação financeira dos candidatos a prefeito pode ser considerada baixa. Juntos, os nove nomes que almejam o Palácio das Cataratas informaram entradas de R$ 762 mil em recursos recebidos, no portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Desse montante, R$ 707 mil (92,7%) são recursos públicos, sendo R$ 701.500 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundo Eleitoral, e R$ 5,5 mil do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário. O valor é complementado com doações de apoiadores, e recursos próprios e bens estimáveis. 

Nenhum prefeiturável iguaçuense recebeu doações pela internet, autorizadas por lei, que poderiam representar adesão e apoio maiores dos eleitores a seus candidatos.  Também não estão contabilizados recursos de financiamento coletivo para os concorrentes à Prefeitura de Foz do Iguaçu.

Na campanha majoritária, a candidata Tatiana Fruet (PROS), da coligação “Renova Foz”, é a que recebeu a maior quantia de recursos até o momento, totalizando R$ 303,5 mil. Do total, R$ 300 mil (98,85%) são oriundos do Fundo Eleitoral. O restante vem de doações de pessoas físicas. 

Postulante à cadeira de prefeito pela coligação “A Foz do Povo”, Nelton Friedrich (PDT) informou R$ 257.850,00 em receitas, a segunda maior quantia registrada no portal do TSE. São R$ 250 mil (96,96%) do Fundo Eleitoral, R$ 6 mil em recursos próprios e R$ 1,85 mil em doações de apoiadores. 

O candidato Paulo Mac Donald (Podemos), da coligação “Quem Ama Cuida”, recebeu R$ 90 mil para gastos da campanha, a terceira maior quantia. Já Sidnei Prestes (Republicanos), da coligação “Foz com Novas Ideias”, obteve R$ 50 mil. Os recursos são integralmente do Fundo Eleitoral, repassados pela direção dos partidos Progressistas e Republicanos.

Em busca da reeleição, Chico Brasileiro (PSD) registrou recursos que totalizam R$ 31,5 mil, dos quais R$ 5,5 mil (17,46%) foram doados pelo seu partido, em valores estimados, tendo como fonte o Fundo Partidário. O restante do valor corresponde, principalmente, a secretários e diretores da administração municipal. 

Candidato do PT, Luiz recebeu R$ 11,5 mil, verba inteiramente do Fundo Eleitoral. Os R$ 10 mil informados pelo concorrente à prefeitura Ranieri (PRTB) são do próprio bolso dele. Da coligação “Endireita Foz”, Cassio Lobato (Patriota) registrou R$ 8,1 mil, que foram doados por ele mesmo e por seu vice, Ricardo Albuquerque (PV). Do PCdoB, Alemão ainda não informou valores recebidos. 

A movimentação dos recursos é desde o início da campanha, e seguirá autorizada até o dia da eleição. Entre os próximos dias 21 e 25 de outubro, partidos políticos e candidatos deverão enviar à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial, abrangendo o “registro da movimentação financeira e/ou estimável em dinheiro”, do período entre o começo da campanha e o dia 20 de outubro, conforme o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

Os fundos são as fontes públicas das quais os partidos dispõem para o financiamento de campanhas eleitorais. O Fundo Eleitoral, criado em 2017, é um dos principais instrumentos de custeio das campanhas, depois que as doações de empresas a candidaturas foram proibidas. Os valores estão distribuídos pelo Tribunal Superior Eleitoral aos diretórios, com base em critérios. 

O Fundo Partidário é de 1995, criado no bojo da Lei dos Partidos Políticos. Por anos, foi a única fonte de recurso público das agremiações. Dinheiro desse fundo é utilizado para as atividades cotidianas das siglas e foi autorizado também para pagar determinados gastos de campanhas eleitorais.

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