Muitos leitores interagiram nas redes sociais do H2FOZ para comentar a reportagem especial publicada no domingo, 26 de abril, sobre trabalho e emprego. Intitulada Por que sobram vagas e faltam trabalhadores em Foz do Iguaçu?, ela recebeu inúmeras opiniões.
Ao fazer uma análise e um resumo dos comentários, é possível observar a insatisfação por parte do trabalhador. A principal queixa é de que o salário pago, em torno de R$ 2 mil, em um contexto da escala 6 por 1, não é suficiente para cobrir o custo de vida em Foz do Iguaçu hoje.
Um dos leitores sugeriu às empresas valorizarem um pouco mais os funcionários, além de pagarem o salário exigido por lei. A adição de benefícios, como vale-alimentação, plano de saúde e folga no dia do aniversário, seria um estímulo para o trabalhador.
A falta de valorização de colaboradores qualificados, especialmente na hotelaria, em que há pessoas com curso superior e que falam mais de um idioma, também foi mencionada.
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Outra situação apontada é o desvio de função. A pessoa é contratada para um cargo, porém exerce outro com uma carga horária maior.
Um dos leitores comentou o cansaço provocado pelas horas de trabalho, fazendo com que a pessoa chegue em casa sem disposição ou ânimo para passear ou ficar com a família.
Algumas pessoas ressaltaram o custo de vida em Foz do Iguaçu, onde o aluguel considerado em conta é no mínimo de R$ 1.200 a R$ 2 mil.
Lado do empresário
Alguns empresários também se manifestaram. Uma empresária, por exemplo, reconheceu que os salários são baixos e não condizem com o custo de vida dos brasileiros, contudo não é possível culpar apenas as empresas.
Segundo a leitora, há empresas grandes, cujo lucro chega a 100% ou mais, no entanto o microempresário não consegue manter salário alto em razão da carga tributária.


