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Leitores apontam salário baixo como principal problema dos empregos em Foz

Comentários destacam insatisfação com remuneração e escala 6 por 1, além da desvalorização profissional

2 min de leitura
Leitores apontam salário baixo como principal problema dos empregos em Foz
São postos de trabalho em dezenas de funções - foto: Agência Brasil/arquivo

Muitos leitores interagiram nas redes sociais do H2FOZ para comentar a reportagem especial publicada no domingo, 26 de abril, sobre trabalho e emprego. Intitulada Por que sobram vagas e faltam trabalhadores em Foz do Iguaçu?, ela recebeu inúmeras opiniões.

Ao fazer uma análise e um resumo dos comentários, é possível observar a insatisfação por parte do trabalhador. A principal queixa é de que o salário pago, em torno de R$ 2 mil, em um contexto da escala 6 por 1, não é suficiente para cobrir o custo de vida em Foz do Iguaçu hoje.

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Um dos leitores sugeriu às empresas valorizarem um pouco mais os funcionários, além de pagarem o salário exigido por lei. A adição de benefícios, como vale-alimentação, plano de saúde e folga no dia do aniversário, seria um estímulo para o trabalhador.

A falta de valorização de colaboradores qualificados, especialmente na hotelaria, em que há pessoas com curso superior e que falam mais de um idioma, também foi mencionada.

Leia também: Por que sobram vagas e faltam trabalhadores em Foz do Iguaçu? – H2FOZ – Notícias de Foz do Iguaçu

Outra situação apontada é o desvio de função. A pessoa é contratada para um cargo, porém exerce outro com uma carga horária maior.

Um dos leitores comentou o cansaço provocado pelas horas de trabalho, fazendo com que a pessoa chegue em casa sem disposição ou ânimo para passear ou ficar com a família.

Algumas pessoas ressaltaram o custo de vida em Foz do Iguaçu, onde o aluguel considerado em conta é no mínimo de R$ 1.200 a R$ 2 mil.

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Lado do empresário

Alguns empresários também se manifestaram. Uma empresária, por exemplo, reconheceu que os salários são baixos e não condizem com o custo de vida dos brasileiros, contudo não é possível culpar apenas as empresas.

Segundo a leitora, há empresas grandes, cujo lucro chega a 100% ou mais, no entanto o microempresário não consegue manter salário alto em razão da carga tributária.

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    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

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