O torneio, que será disputado por 10 equipes em cidades da Argentina e da Colômbia entre 13 de junho e 10 de julho

Como Argentina, Brasil e Paraguai chegarão na próxima Copa América

De 13 de junho a 10 de julho deste ano será realizada, na Argentina e na Colômbia, a 47ª edição da Copa América – inicialmente prevista para junho e julho do ano passado. Devido à mudança no calendário do futebol internacional, não teremos mais as participações das duas seleções convidadas, Austrália e Catar, que decidiram se retirar do torneio a fim de poder focar nas eliminatórias tanto para a Copa do Mundo de 2022 quanto para a Copa da Ásia de 2023. Assim, a Copa América de 2021 será a primeira em 30 anos a contar apenas com as dez seleções que fazem parte da CONMEBOL.

Algumas das principais casas de apostas esportivas brasileiras online acompanham muito de perto as seleções do nosso continente e, por isso, já têm seus prognósticos a respeito das chances de título de cada uma. Não surpreendentemente, no último dia 30 de março era a Argentina que aparecia com a principal favorita, visto que uma possível 15ª conquista sul-americana da seleção alviceleste oferecia o retorno mais baixo: 2.75. Já o Brasil aparecia em segundo, com um retorno de 3.3 por cada aposta vencedora, enquanto o Paraguai era uma das seleções menos cotadas, com um retorno de 41.

 

Além do fato de que a Argentina jogará toda a primeira fase em casa – e possivelmente também as quartas de final e as semifinais –, por que a alviceleste seria a favorita para vencer esse torneio? Se por um lado é verdade que a equipe comandada atualmente por Lionel Scaloni não vence uma competição oficial desde a Copa América de 1993, uma rápida análise do desempenho recente dos argentinos nos revela que, dos seus últimos 11 jogos, foram sete vitórias e quatro empates. Mais importante do que isso: alguns desses jogos foram contra seleções de alto nível, como Brasil, Alemanha e Uruguai. No mais, qualquer time que possa se dar ao luxo de deixar um jogador como Ángel Di María no banco de reservas já merece respeito.

Já o Brasil, embora tenha feito algumas atuações abaixo da média após a conquista da Copa América de 2019 em casa, vem mostrando toda a sua competência nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022: em quatro jogos foram quatro vitórias, o que faz com que a Canarinho seja a única seleção com 100% de aproveitamento em tal torneio. De fato, a eficiência vem sendo a marca de Tite à frente da seleção brasileira desde que a assumiu, ainda em 2016: segundo o site Goal, foram até aqui 52 jogos, com 38 vitórias, 10 empates e 4 derrotas. Números que certamente condizem com a solidez defensiva de uma equipe que conta com Marquinhos e Casemiro, e com um ataque que conta com Neymar.

 

E quanto ao Paraguai? Eis aí uma ótima aposta para uma possível surpresa daqui a dois meses. A equipe treinada pelo argentino Eduardo Berizzo faz uma campanha bem digna nas eliminatórias para a Copa de 2022 – não perdeu nenhum dos quatro jogos que fez, o que inclui um empate contra a Argentina em Buenos Aires –, e tem três ótimos jogadores em atuação no futebol brasileiro: o goleiro Gatito Fernández, do Botafogo, o zagueiro Gustavo Gómez, do Palmeiras, e o zagueiro/lateral-esquerdo Júnior Alonso, do Atlético-MG. Pode não ser o bastante para ser campeão sul-americano novamente, mas já permite aos paraguaios ao menos sonhar em chegar a uma final de Copa América depois de dez anos.

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