Neste sábado (4), França e Paraguai voltam a enfrentar-se nas oitavas de final de uma Copa do Mundo. A última vez ocorreu há 28 anos, quando os franceses eram os anfitriões.
Em 1998, o Paraguai chegou à fase eliminatória depois de surpreender a Espanha. Empatou sem gols com a Bulgária e com os próprios espanhóis. Venceu a Nigéria por 3 a 1 e avançou em segundo lugar no grupo. Contudo, a França, dona da casa e favorita ao título, não esperava encontrar pela frente uma defesa tão organizada.
Sem o astro daquele time, Zinedine Zidane, suspenso, os franceses dominaram a posse de bola. Porém, Celso Ayala, Carlos Gamarra, Francisco Arce e, principalmente, o goleiro José Luis Chilavert formaram uma muralha e barraram o ataque francês.
A França atacava, o Paraguai se fechava, e o 0 a 0 seguiu até o fim do tempo normal. A prorrogação chegou como um risco calculado. Os franceses insistiam nos ataques. Já os paraguaios, exaustos, apostavam no contra-ataque ou nos pênaltis.
Foi nesse cenário que Robert Pirès avançou pela lateral e cruzou para David Trézéguet ajeitar a bola. Laurent Blanc, que havia subido ao ataque contra a orientação de Thuram, só precisou completar. Naquela ocasião, o “Gol de Ouro” garantiu a classificação da França para as quartas de final.
O resultado abriu caminho para o primeiro título mundial francês, conquistado semanas depois. Um dos destaques daquela seleção albirroja foi o zagueiro Carlos Gamarra. Ele defendeu quatro gigantes do futebol brasileiro: Internacional, Corinthians, Palmeiras e Flamengo. Além disso, a organização do torneio o considerou o melhor zagueiro da Copa. Ele, inclusive, passou todo o mundial sem cometer faltas.
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“Filme repetido”?
Passadas quase três décadas, aquele jogo deixou de ser só uma lembrança dolorosa para o Paraguai. Virou um exemplo interno de que é possível incomodar qualquer favorito. O Paraguai eliminou a Alemanha nas oitavas de final, numa partida que terminou 1 a 1 na prorrogação e foi decidida nos pênaltis, por 4 a 3. A postura foi parecida com a de 1998: pouca posse de bola, defesa organizada e paciência para buscar o resultado no momento certo.
A França também chega embalada. Faz a melhor campanha inicial da seleção desde 1998, quando o próprio Deschamps, atual técnico, era o capitão. A França marcou pelo menos três gols em todos os jogos que disputou: 3 a 1 em Senegal, 3 a 0 no Iraque, 4 a 1 na Noruega e 3 a 0 na Suécia.
Já a seleção paraguaia vem com uma campanha mais modesta. Na fase de grupos, perdeu de 4 a 1 para os Estados Unidos, venceu a Turquia por 1 a 0 e empatou em 0 a 0 com a Austrália. Por fim, bateu a Alemanha nos pênaltis.

