Repercutiram mundialmente, nessa segunda-feira (6), as declarações racistas feitas por uma até então quase desconhecida senadora do Paraguai, Celeste Amarilla, tendo como alvo o jogador francês Kylian Mbappé.
Logo após a derrota do Paraguai para a França, no sábado (4), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, Amarilla usou suas redes sociais. Nas publicações, escreveu contra o autor do gol que eliminou a seleção paraguaia do mundial.
A senadora se referiu a Mbappé como “camaronês colonizado, fingindo fortemente ser francês”, ademais de qualificá-lo como “ressentido, rico novo, prepotente e feio”.
Na visão de Amarilla, Mbappé esteve “nervoso e morto de medo o jogo todo”. Ao término da partida, o francês ignorou tentativa de cumprimento do goleiro Orlando Gill. Amarilla, então, escreveu que o goleiro do Paraguai deveria “ter mostrado o dedo” para Mbappé.
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Em outro trecho, a senadora chamou o francês de “bruto” e afirmou que, “em vez de leite materno, bebia coco e o mais instruído que escutou eram chimpanzés”.
Em resposta, Mbappé tachou a parlamentar de “mulher desprezível e indigna de sua função”. Disse, também, que não deixará que “pessoas como ela tenham a liberdade de propagar seu ódio e racismo pelo mundo”.
“Você não representa o Paraguai, esse país que transpirou paixão e honra ao longo de toda a competição”, escreveu o artilheiro do mundial.
O episódio chegou também às instâncias diplomáticas. Em nota enviada ao colega Emmanuel Macron, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, repudiou os insultos da senadora.
Na mesma linha, o Ministério das Relações Exteriores emitiu comunicado contrário às declarações e ressaltando que não representam a postura do Estado paraguaio.

