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Rodoviários de Foz cobram da Argentina melhores condições para caminhoneiros

Documento entregue à embaixada do país vizinho relata longas filas, falta de segurança e infraestrutura inadequada para o transporte de cargas.

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Rodoviários de Foz cobram da Argentina melhores condições para caminhoneiros
Fronteira do Brasil com a Argentina, na Ponte Tancredo Neves - foto: Marcos Labanca/H2FOZ

Os trabalhadores rodoviários de Foz do Iguaçu aguardam da Argentina resposta ao pleito levado à embaixada do país vizinho em que cobram melhores condições para caminhoneiros brasileiros. Os problemas foram pontuados em uma audiência no fim do mês passado.

A reunião, realizada em 27 de janeiro, foi solicitada pela CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) e contou com a presença do presidente da entidade, Paulo João Estausia, e do presidente do Sitro-FI (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz), Rodrigo Andrade de Souza. Eles entregaram ao embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, documento com os principais problemas enfrentados pelos profissionais que cruzam a fronteira.

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O relatório contextualiza o movimento de caminhões que operam o comércio internacional entre os dois países, a partir de Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, devido a filas, insegurança e precariedade pela falta de infraestrutura.
“Essa realidade compromete o descanso obrigatório, gera um desgaste físico e aumenta drasticamente os riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores”, alertou Rodrigo Souza.

Problemas ao longo da viagem

Na ocasião, as entidades relataram ao embaixador da Argentina que os caminhoneiros sofrem com adversidades durante toda a rota, desde o acesso à fronteira ao Brasil até a conclusão da viagem. Eles ficam retidos por longos períodos, sem acesso a locais adequados para descanso, alimentação ou higiene, pontuaram.

Representantes do Brasil e da Argentina; Rodrigo Souza (3.º da esquerda para a direita) detalhou os gargalhos da fronteira – foto: divulgação

Os limitadores enumerados às autoridades da Argentina incluem:

  • falta de áreas organizadas de espera, o que expõe os profissionais a crimes, como furtos e roubos de cargas e veículos em ambos os lados das fronteiras;
  • restrições de circulação;
  • limitações operacionais nas aduanas, que têm gerado atrasos sucessivos.

Qual é o pedido?

O Sitro-FI e a CNTTL esperam que as autoridades argentinas implementem medidas emergenciais a fim de melhorar as condições de trabalho, sobretudo a segurança dos caminhoneiros brasileiros e argentinos. A representação do país vizinho analisa o documento com as reivindicações. Depois da reunião, contatos telefônicos para avançar sobre as soluções. A resposta e as medidas efetivas seguem sendo esperadas.

(Com informações do Sitro-FI e da CNTTL)

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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