Pelo menos até a próxima terça-feira (20), a meteorologia não prevê chuvas significativas para as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná. O panorama nos vales dos rios Iguaçu e Paraná, contudo, segue exigindo atenção dos moradores das áreas ribeirinhas.
Na manhã deste sábado (17), por exemplo, o Rio Iguaçu continuava com vazão seis vezes acima da média nas Cataratas.
Às 8h, a estação de monitoramento da Companhia Paranaense de Energia (Copel) reportava a passagem de 9.180 metros cúbicos por segundo (m³/s). No pico da cheia, na quarta (14), o fluxo chegou a 15.800m³/s.
Tal como o Iguaçu, o Rio Paraná, cuja lâmina chegou a 121,4 metros acima do nível do mar na quarta-feira, está recuando de forma gradual. Para este fim de semana, as projeções apontam que poderá retornar à cota 119, aliviando os efeitos da cheia.
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Mesmo assim, o Paranazão continua cerca de 15 metros acima de seu nível normal na região da Ponte Internacional da Amizade. No Paraguai, o número de famílias afetadas pela enchente gira em torno de mil, em locais como os bairros San Rafael e Remansito.
Já a conexão de balsa entre Presidente Franco (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina) não tem data para reabertura. No Paraguai, o porto utilizado para a travessia fica bem em frente à foz do Rio Iguaçu, sem condições consideradas seguras para a navegação.
Visitas às Cataratas do Iguaçu
Nas Cataratas do Iguaçu, as trilhas do lado argentino estão abertas para visitas, com exceção da passarela da Garganta do Diabo. No lado brasileiro, a situação é similar: somente o trecho da Garganta continua interditado ao público.
A calmaria nas condições do tempo deverá durar até a metade da próxima semana. De quarta-feira (21) em diante, há previsão de novas chuvas fortes para toda a região de fronteira.

