Rejeitada por um plebiscito no ano de 1996, a construção da hidrelétrica de Corpus, no Rio Paraná, voltou ao debate na Argentina.
A nova versão do projeto, defendida por representantes do setor elétrico, prevê instalação de uma represa no local conhecido como Pindo’í, na fronteira entre Argentina e Paraguai.
Nessa quarta-feira (26), o jornal El Territorio noticiou que o tema foi debatido durante evento da Universidade Nacional de Misiones (UNaM) na cidade de Oberá.
Os defensores do novo projeto para a hidrelétrica de Corpus argumentam que a localização em Pindo’í permitirá reduzir a área inundada para a formação do reservatório, no Paraguai e na Argentina.
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Além disso, o desenho da usina contempla a instalação de uma eclusa, de forma a permitir a continuidade da navegação pelo Rio Paraná.
Para a Argentina, no cenário atual, o projeto tem peso maior que para o Paraguai, pois o mercado local possui maior demanda por energia elétrica.
Impactos nas Cataratas do Iguaçu?
Entretanto, se tirada do papel, a usina de Corpus poderá ter efeitos sobre o Rio Iguaçu, afluente do Rio Paraná, na fronteira com o Brasil.
Projeções citadas pelo especialista Luís Cavanna, ao portal Misiones Online, dão conta de que o Iguaçu poderia subir até quatro metros no cânion das Cataratas.
Tal situação provocaria o desaparecimento da praia da Ilha San Martín, na Argentina, e a redução de parte das corredeiras do Baixo Iguaçu.
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