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Integração Brasil-Argentina

Brasil e Argentina vão compartilhar fiscalização de caminhões em Foz do Iguaçu

Aduana Foz do Iguaçu–Puerto Iguazú e porto seco na BR-277 terão operação integrada para o desembaraço de cargas

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Brasil e Argentina vão compartilhar fiscalização de caminhões em Foz do Iguaçu
Fiscalização conjunta será realizada no Porto Seco. Foto: Marcos Labanca

Com a inauguração da nova aduana nos limites de Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú e a entrada em operação do porto seco na BR-277, Brasil e Argentina passarão a atuar conjuntamente para fazer o desembaraço e fiscalização de caminhões que circulam entre os dois países.

Os detalhes e alinhamento para o início das operações foram discutidos nesta semana, em Foz do Iguaçu, durante reunião bilateral na sede da Alfândega da Receita Federal do Brasil (RFB), que reuniu representantes dos governos brasileiro e argentino e começou na quarta-feira, 12.

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Na manhã desta sexta-feira, 14, último dia do encontro, servidores da RF e da Argentina visitaram a obra da aduana no porto seco para discutir detalhes técnicos.

visita aduana
Delegação argentina visita obras na aduana. Foto: Marcos Labanca

Delegado da Alfândega da RFB em Foz do Iguaçu, Marcelo Mossi Vendramini diz que as obras da aduana na fronteira com a Argentina já foram recebidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), restando pequenas adequações a serem feitas. Algumas relacionadas ao trabalho integrado vão ser realizadas pelos argentinos.

Leia também: Novo Porto Seco de Foz: integração com Argentina, armazém e tecnologia

Ainda não há data para a inauguração da aduana, porém a estimativa é de que seja em breve. Cerca de 30 servidores da RFB já foram treinados e estão aptos para atuar na alfândega. Eles foram submetidos a processos seletivos internos.

Trabalho integrado é avanço para o Mercosul

A fiscalização conjunta representa um importante avanço para a modernização do comércio exterior no âmbito do Mercosul, segundo a RFB.

Auditor-fiscal e delegado-adjunto da Alfândega de Foz do Iguaçu, Fabiano Queiroz Dinis reforça que a visita às estruturas faz parte das discussões para operacionalizar o novo fluxo de importação e exportação entre Argentina e Brasil. “A ideia é reduzir as redundâncias. Hoje, o modelo é baseado em dois pontos de parada, um no lado argentino e outro no lado brasileiro, o que leva a uma maior burocracia”, frisa.

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aduana Tancredo Neves
A aduana precisa de pequenas adequações para funcionar. Foto: Marcos Labanca

Com a integração dos trabalhos, os caminhões que deixarem Puerto Iguazú passarão pela aduana da Ponte Tancredo Neves apenas para um controle de tráfego, não implicando demora. A inspeção estará toda concentrada no porto seco, o único ponto de parada, cuja previsão de inauguração é 10 de dezembro deste ano.

Dinis salienta que a pretensão é aproveitar a melhoria da infraestrutura da aduana da Ponte Tancredo Neves e do porto seco para modernizar o atual modelo vigente. Os argentinos virão para o lado brasileiro no porto seco, e alguns, na estrutura da ponte.

Para ele, a mudança resultará em ganhos importantes para os dois países pelo fato de reduzir a burocracia e o tempo de deslocamento dos caminhões.

Em relação ao controle migratório de carros de passeio, inicialmente será mantido na atual aduana da Argentina, como ocorre hoje.

Participaram da visita representantes dos setores de migração, transporte e vigilância agropecuária.

A reunião das autoridades dos dois países faz parte da agenda do Subcomitê Técnico de Controles e Operações Fronteiriças e do Comitê Técnico n.º 2 — Assuntos Aduaneiros e Facilitação do Comércio do Mercosul.

obras porto seco
Espaço tem previsão para ser inaugurado em dezembro deste ano. Foto: Marcos Labanca

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    Denise Paro

    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Ciências Políticas e Relações Internacionais. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br

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