O andamento das obras do novo Porto Seco de Foz do Iguaçu foi apresentado pela concessionária Multilog à Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI) no último dia 12. O encontro reuniu empresários, investidores, operadores e profissionais do setor logístico, além de lideranças da sociedade civil.
O novo recinto alfandegado foi projetado para atender às demandas do comércio exterior na região trinacional, formada por Argentina, Brasil e Paraguai. O investimento previsto é de R$ 240 milhões, por meio de termo de permissão firmado entre a empresa e a Receita Federal do Brasil. A concessionária é responsável pela infraestrutura e pelas operações. A previsão é a de concluir o empreendimento em dezembro deste ano.
“A gente tem uma obrigação com a Receita Federal de entregar a obra no dia 10 de dezembro deste ano. É um desafio gigantesco para o qual estamos trabalhando e empenhados”, disse Francisco Augusto Silva Damilano, gerente-geral de Operações das Fronteiras da Multilog. “Será uma estrutura para o comércio exterior que realmente Foz do Iguaçu merece”, completou.
As principais informações e referenciais do novo porto seco são:
- área total passará de 190 mil para 550 mil metros quadrados;
- capacidade futura para receber até dois mil caminhões de carga por dia;
- área climatizada;
- seis gates automatizados de entrada e saída;
- escâner para inspeção moderno;
- sistema de leitura de placas;
- tecnologias voltadas à segurança e à eficiência operacional; e
- armazém alfandegado ampliado de dois mil para sete mil metros quadrados, com integração entre áreas e órgãos que atuam no comércio exterior.
Aduana integrada
Uma das novidades da nova configuração será a implantação de uma aduana integrada com a Argentina. “A modernização e ampliação buscam acompanhar o crescimento do fluxo de veículos e das operações de importação e exportação na fronteira, considerando a relevância do comércio internacional”, afirmou Francisco Damilano.
O movimento de cargas na fronteira também cresceu nos últimos anos. Foz do Iguaçu recebeu 132 mil veículos de carga em 2008, número que chegou a 215 mil caminhões em 2025. Até julho deste ano, já foram registrados 120 mil.
“O nosso trabalho é para reduzir o tempo de espera dentro do porto seco e alavancar ainda mais esses números, que refletem a importância do comércio exterior nesta região”, concluiu.
Logística e desenvolvimento
Presidente da ACIFI, Edmilson Iareski destacou a importância da nova estrutura e lembrou que a modernização e ampliação do porto seco são reivindicações históricas do setor empresarial e da sociedade civil.
“O comércio internacional, a logística e o transporte de cargas são fortes indutores do desenvolvimento, por isso a importância do novo porto seco. São empregos, recursos na cidade e a almejada redução em prazos e espera, que representam redução de custos às empresas e aos consumidores”, analisou.
“Nosso papel é de acompanhar o andamento das obras e seguir dialogando, sempre com os olhos voltados ao bem comum”, salientou Edmilson.
Representando o Conselho Superior, o vice-presidente da ACIFI, Gustavo Vargas, destacou a importância da apresentação e dos esclarecimentos. Já Danilo Vendruscolo, coordenador da Câmara Técnica de Infraestrutura e Logística do Programa Oeste em Desenvolvimento, abordou as tratativas relacionadas à construção de um elevado na BR-277, no acesso ao futuro Porto Seco de Foz do Iguaçu.
Os participantes também discutiram questões relativas ao deslocamento de profissionais dentro da unidade e às rotas de entrada e saída do novo complexo.
(Com informações da assessoria)

