Estudo detalha fluxo de veículos e pedestres na Ponte da Amizade

Dados coletados pelo Centro Universitário UDC ilustram o cotidiano da fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.

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O Centro Universitário UDC divulgou, no final de abril, a compilação dos dados da pesquisa de campo feita, entre os dias 20 e 23 de outubro de 2022, na Ponte Internacional da Amizade, para a verificação do fluxo de veículos e pessoas na fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este (Paraguai).

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O trabalho, coordenado pelo pró-reitor da instituição, professor doutor Fábio Hauagge do Prado, é realizado desde 2013 e fornece subsídios para as ações de planejamento dos órgãos que atuam diretamente na região, como a Receita Federal do Brasil (RFB), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A metodologia adotada foi a quantitativa, registrando o número de veículos e de pedestres que atravessam a ponte nos sentidos Brasil–Paraguai e Paraguai–Brasil, contando o total de pessoas no interior dos veículos (divididos por categorias como carros, motos, mototáxis, vans, ônibus e caminhões) e o número de pedestres.

“Pela primeira vez desde que fazemos a pesquisa, o número de carros que atravessou a Ponte Internacional da Amizade (70.787) foi maior que o número de moto e mototáxi (68.065). Em menores números atravessaram vans, táxis, caminhões e ônibus”, descrevem os autores do estudo, que pode ser solicitado no site www.udc.edu.br.

Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC
Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC

Executada durante as 24 horas do dia, a pesquisa apontou os horários de maior circulação de veículos, com picos entre as 10h e as 13h. Tal como em anos anteriores, a faixa entre as 11h e as 11h59 foi a de movimento mais expressivo, com 2.825 unidades passando pelas estações de contagem.

Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC
Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC

Outro detalhamento é em relação aos países de origem dos veículos, com dois terços (66,6%) de placas paraguaias; 32,2%, brasileiras; 1%, argentinas; e 0,1% de outras procedências.

Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC
Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC

No comparativo entre todos os anos, houve uma ligeira queda na circulação veicular em relação a 2021. Mesmo assim, a pesquisa de outubro de 2022 apontou o terceiro maior volume desde 2013, atrás apenas de 2021 e 2014 (em 2020 não houve pesquisa devido às restrições trazidas pela pandemia do novo coronavírus).

Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC
Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC

O levantamento do Centro Universitário UDC indica que, dos 2.948 caminhões que passaram pela Ponte Internacional da Amizade nos dias de coleta de dados, só metade (50,17%) estava carregada. Os dois itens mais transportados foram materiais de construção e equipamentos agrícolas, como detalhado no gráfico abaixo.

Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC
Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC

Pessoas

Entre os dias 20 e 23 de outubro de 2022, 329.875 pessoas passaram pela Ponte Internacional da Amizade, fluxo médio diário de 82.469, com destaque para o dia 22, um sábado, quando foram contabilizadas 122.716 travessias.

Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC
Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC

Os pedestres foram minoria, representando somente 25.842 deslocamentos no período em questão, com equilíbrio entre os sentidos Paraguai (12.466) e Brasil (13.376). A média na pesquisa de 2022 foi de 6.461 pedestres por dia, confirmando a trajetória de diminuição vista desde o pico registrado em 2017.

Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC
Gráfico: Gentileza/Centro Universitário UDC

Já os dados sobre perfil das pessoas que cruzam a fronteira, como nacionalidade, local de residência, faixa etária e motivação da viagem, foram coletados em um levantamento separado, feito por amostragem. O H2FOZ teve acesso ao estudo e destacará, na terça-feira (16), alguns dos principais resultados observados (clique aqui para ver a nova parte do especial).

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