Paraguai receberá encontro entre presidentes do Mercosul

Iluminação temática no Palácio de López, sede da Presidência do Paraguai. Imagem: Visit Paraguay

Data da cúpula semestral do bloco, que volta a ser presencial, foi definida durante reunião entre os chanceleres.

Definida a data da próxima cúpula semestral entre os chefes de Estado do Mercosul, que será em Assunção. Durante reunião de trabalho nesse domingo (12), nos Estados Unidos, os ministros das Relações Exteriores de Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai escolheram o dia 21 de julho para a retomada dos encontros presenciais entre os presidentes.

A presidência rotativa do bloco é exercida, atualmente, pelo Paraguai, que será o encarregado de organizar a agenda da cúpula. Além dos quatro membros fundadores (a Venezuela permanece suspensa), é aguardada a participação de representantes de países como Chile e Bolívia.

“No Mercosul, nossa força baseia-se em unidade e solidariedade. Se a isso somarmos o incentivo ao comércio e à concretização de acordos pendentes, daremos passos acelerados em direção ao ansiado desenvolvimento econômico”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Julio César Arriola, em nota divulgada após a reunião.

Já Santiago Cafiero, chanceler argentino, disse: “Seguiremos trabalhando no âmbito do Mercosul, buscando a integração para melhorar a vida dos nossos povos. Mais do que nunca, precisamos de um bloco forte e solidário, para fortalecer uma agenda de desenvolvimento sustentável com justiça social”.

Entre os temas que devem dominar os debates, um deles é a decisão brasileira de reduzir, unilateralmente, as alíquotas de importação de produtos de fora do Mercosul. A justificativa empregada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, é a necessidade de combater a inflação frente aos impactos da pandemia e da invasão russa à Ucrânia.

Outro assunto sobre o qual não há consenso é a postura de Brasil e Uruguai, que são favoráveis à liberação para que os países assinem, individualmente, acordos comerciais com outras nações. A Argentina, contrária à medida, defende que todo e qualquer acordo com terceiros seja negociado coletivamente, como previsto nas atuais regras do Mercosul.

A última cúpula do bloco ocorreu em dezembro, organizada pelo Brasil, em formato virtual. Após o Paraguai, o próximo país a assumir a presidência temporária do Mercosul, por período de seis meses, será o Uruguai.

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Guilherme Wojciechowski - H2FOZ

Guilherme Wojciechowski é repórter colaborador do H2FOZ. E-mail: [email protected] - Veja mais mais conteúdo do autor.

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