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Estudo revela que brasileiros passam 9 horas por dia na internet

Amantes das redes sociais e ultraconectados, os brasileiros estão entre os que ficam mais tempo conectados na internet, atrás apenas da Tailândia e Filipinas. São em média 9 horas e 14 minutos de acesso diários. A estimativa foi revelada após um levantamento realizado pela Hootsuite e We Are Social.

Outro dado acerca dos hábitos dos internautas brasileiros, dessa vez apresentado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil é o de que estamos cada vez menos dependentes do computador para o acesso à internet, o que segue a tendência global de usar smartphones para navegar, conforme afirma Celina Bottino, diretora de projetos do Instituto Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio).

“Na verdade, esta é uma tendência global. Mais pessoas do mundo inteiro têm usado o celular para se conectar à internet. Hoje, 39% da população do planeta, 2,9 bilhões de pessoas, usam o smartphone para acessar”, explicou.

O maior tempo conectado ao celular resulta em mais tempos nas redes sociais, especialmente nos aplicativo de trocas de mensagem. Além disso, o brasileiro também utiliza o celular para estudar ou trabalhar, ouvir músicas, realizar transações bancárias e até mesmo investimentos, hábito que tem crescido no país. Aliás, no Brasil, a corretora Olymp Trade é confiável e pode ser uma boa alternativa para quem quer se inserir no universo do FOREX e das negociações online. Esse passo, claro, pode resultar em ainda mais tempo no celular, portanto é necessário dosar bem o uso de aparelhos no dia a dia para que seja uma prática saudável e produtiva.

39% da população do planeta, 2,9 bilhões de pessoas,
usam o smartphone para acessar a internet.

Contrapontos entre classes sociais e regiões

Hoje, no Brasil, são os membros das classes C e D que utilizam o celular como modo de acesso mais rotineiro. As classes A e B, em geral, utilizam-se de outros dispositivos. O cenário é resultado do baixo custo dos dispositivos móveis, que passam a ser a opção mais viável para as camadas mais pobres da população. Aqui, a qualidade do sinal é outro fator decisivo. São os moradores rurais e das regiões Norte e Nordeste, onde é mais comum a ausência de uma estrutura para internet a cabo, que surgem entre os que acessam à internet apenas pelo celular.

Ainda que o problema tenha sido reduzido com auxílio dos dispositivos móveis, ainda há uma parcela considerável da população brasileira que não possui acesso à internet. Mais uma vez, as desigualdades sociais tornam-se bastante evidentes: enquanto 99% das residências das classes A e B possuem internet, esse número cai para 69% na classe C e para apenas 30% nas classes D e E.

“O Brasil tem muita gente sem acesso à internet. É um ponto em que precisamos melhorar.”

“O Brasil tem muita gente sem acesso à internet. É um ponto em que precisamos melhorar. Estamos bem longe dos principais países neste quesito, como Catar, Emirados Árabes, Kuwait e países europeus como Islândia e Noruega. Seria importante traçarmos planos de conectividade para resolver esse problema”, avalia Bottino.

Segurança de dados

Já uma pesquisa realizada pela Google revelou que os brasileiros precisam tomar mais cuidado no quesito segurança. Os pesquisadores, que ouviram 2.477 pessoas em 28 cidades, chegaram à conclusão de que uma parcela significativa dos usuários não é capaz de identificar sites falsos e ameaças, como malwares, ainda que tenham cuidado com seus dados pessoais. Em uma escala que vai de 0 a 5, os brasileiros atingiram 3,4 no que diz respeito ao domínio de ferramentas de segurança.

O Brasil também atingiu a média de 3,4 pontos na análise das habilidades relacionadas ao uso da internet. De um lado, os usuários mostraram domínio de aplicativos de mensagens e navegadores. Por outro, foi constatado o desconhecimento acerca do armazenamento de dados e transações online.

Os dados revelados nas pesquisas aqui mencionadas são relevantes porque, de acordo com estudos, um maior conhecimento sobre o uso de ferramentas da web pode gerar um impacto positivo na economia do país.