Iguaçuense em Beirute descreve explosão: “Foi como um terremoto”; assista

H2FOZ – Paulo Bogler 

Há 25 dias no Líbano, para o seu casamento, o iguaçuense Mohamad Awali viveu uma experiência que jamais esquecerá, na tarde dessa terça-feira, 4. O cirurgião-dentista fazia compras em uma loja de roupas com familiares quando houve a explosão na área portuária de Beirute, a capital do país. Com ele estavam os pais, a irmã e dois primos que são brasileiros. 

Ao H2FOZ, Mohamad relatou que todos seus familiares estão bem. Em vídeo para amigos e profissionais da imprensa, ele retratou o que sentiu no momento da explosão. “Aconteceu meio que um terremoto. O chão mexeu, a terra tremeu inteira. A gente começou a se olhar e a se perguntar se todos tinham sentido aquilo”, descreve. 

Assista ao vídeo:

Com a destruição, narra, estilhaços de vidraças e uma motocicleta foram lançados na direção em que ele e sua família estavam. “Veio uma onda intensa, um barulho imenso e o deslocamento de ar. Parecia um tsunami. Um ou dois minutos depois veio o ‘terremoto’, e sensação foi a de que o chão havia afundado.”

“Foi assustador o que presenciamos, a força, a dimensão e a densidade do ar, tudo se quebrando ao nosso redor.”

Conforme Mohamad Awali, apenas sua mãe sofreu pequenos ferimentos na perna, sem a necessidade de atendimento médico. Ficou o trauma. “O medo continua em nossas cabeças. Quando saímos na rua, fica aquela dúvida sobre se vai ocorrer novamente uma explosão como a que testemunhamos”, conta o profissional liberal. 

Quando ocorreram as explosões na área do porto, Mohamad e sua família se abaixaram. “Não sabíamos dizer se era o que estava acontecendo, se era um ataque, uma guerra”, rememora o iguaçuense. “Posso dizer que foi assustador o que presenciamos, a força, a dimensão e a densidade do ar, tudo se quebrando ao nosso redor”, pontua. 

Área em Beirute impactada pelas explosões. Foto enviada por Mohamad Awali.

Devastação

A parte capital libanesa atingida pela explosão ficou devastada. De acordo com agências internacionais, mais de cem pessoas morreram e milhares ficaram feridas, número que pode ser bem maior. Autoridades descrevem o cenário como “de guerra”. Conforme a Agência Brasil (ABr), o estrondo teve a potência equiparada a “um terremoto de magnitude 3.3”. 

“Foi pouco depois das 18h dessa terça-feira que uma enorme explosão – a segunda de duas – abalou a capital libanesa, acompanhada por outras menores”, reporta a ABr. As causas ainda não foram confirmadas, mas podem estar relacionadas a um armazém do porto que mantinha grande quantidade do produto químico nitrato de amônia.

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