“Lei da selva”: traição provocou matança de presos na penitenciária do Paraguai

O corpo de mais um interno da penitenciária de Tacumbú, em Assunção, foi encontrado durante a inspeção feita nesta quarta-feira, em todos os pavilhões.

O total de presos mortos pelos companheiros subiu, portanto, para sete. Três deles foram decapitados, mas os exames mostraram que isso ocorreu quando já tinham sido mortos a punhaladas.

O jornal La Nación noticia que a causa da matança foi “traição”. Os detentos amotinados consideram que foram traídos. Os mortos teriam informado as autoridades sobre um suposto plano de fuga do réu Orlando Efrén Benítez, que na terça-feira foi transferido para o Agrupamento Especializado da Polícia Nacional.

Preso por assaltos, Benítez mantinha uma cantina na penitenciária, onde vendia bebidas e drogas para os demais internos. Ele liderava um plano de fuga em massa, que seria posto em prática nos próximos dias.

A matança dos sete presos foi por vingança dos demais, que exigiam a volta do “líder” a Tacumbú. Três detentos foram decapitados e seus corpos circularam entre as galerias da prisão, como advertência aos demais.

Num vídeo apresentado pelo Canal 13, durante o motim, ouve-se um dos detentos gritar que “a traição tem nome e sobrenome”. E os demais gritam, em coro: “Jungla, jungla”, palavra em espanhol que significa “selva”. Isto é, valeu a “lei da selva” de Tacumbú.

Veja a reportagem do Canal 13, em vídeo postado no site do La Nación:

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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