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Luxemburgo conquista cada vez mais brasileiros com cultura e modo de vida

Encontro reuniu a comunidade luxemburguesa, ampliando as conexões do Brasil com um dos países mais ricos da Europa, conhecido pelo bem-estar e castelos fantásticos.

6 min de leitura
Luxemburgo conquista cada vez mais brasileiros com cultura e modo de vida
São 33 mil luxemburgueses reconhecidos no Brasil, inclusive em Foz do Iguaçu – foto: divulgação/assessoria


O pequeno pássaro de cerâmica preserva uma das tradições mais singulares do Luxemburgo. O Péckvillchen, vendido anualmente na segunda-feira de Páscoa, é um apito que, ao ser soprado, mantém viva uma celebração centenária do Grão-Ducado.

Essa é uma das curiosidades do país que atrai cada vez mais brasileiros com sua cultura e modo de vida. Por isso, a Associação de Cidadãos Luxemburgueses no Brasil (Aclux) tem ampliado sua atuação para fortalecer os vínculos entre brasileiros com cidadania luxemburguesa e o país europeu.

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Exemplo dessa conexão foi o 3.º Encontro das Famílias Luxemburguesas, em São José (SC), no último dia 18. Cerca de 150 pessoas participaram presencialmente, enquanto interessados de diversas regiões do Brasil e do exterior acompanharam a programação pela internet.

Entre os participantes estavam os iguaçuenses Walfrido Kulh Svoboda e Marcelo Alberto Spies, que viajaram de Foz do Iguaçu para acompanhar as palestras. “Queremos entender melhor nossos direitos e deveres e fortalecer nossa integração com outros conterrâneos”, afirmou Marcelo. Ele preside a seção local da entidade (veja abaixo). Assim como eles, Claude Michel de Pryck, natural de Luxemburgo e residente em Fortaleza, participou presencialmente e enfatizou a importância de manter os laços com seu país de origem.

Conforme a presidente da Aclux, Luciana Decker, são 33 mil luxemburgueses reconhecidos no Brasil, mas esse número é ainda maior. “Construímos este encontro ouvindo nossos associados e trazendo os temas que mais despertam interesse, como cidadania, educação, negócios e, acima de tudo, a valorização da nossa história”, disse.

Brasil e Luxemburgo mais unidos

O encontro também evidenciou o avanço das relações institucionais entre os dois países. Pela primeira vez, representantes da Embaixada de Luxemburgo em Brasília participaram oficialmente. A encarregada de negócios, Jill Engel, e o chefe de missão adjunto, Steve Hoscheit, apresentaram aspectos históricos e culturais do Grão-Ducado e anunciaram a criação de uma representação consular em São Paulo, que ampliará a capacidade de atendimento aos cidadãos luxemburgueses residentes no Brasil.

A terceira edição do Encontro das Famílias Luxemburguesas foi em Santa Catarina – foto: assessoria/divulgação

Jill Engel também destacou a recente visita oficial do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao Luxemburgo, em junho deste ano, considerada um marco nas relações diplomáticas entre os dois países.

A aproximação foi reforçada pela presença de representantes do governo de Santa Catarina, entre eles o secretário-adjunto de Articulação Internacional, Emerson Pereira; o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fábio Pinto; e o presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Diego Brites.

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Segundo Emerson Pereira, Luxemburgo ocupa posição estratégica como porta de entrada para a União Europeia, tornando-se um parceiro relevante para a internacionalização das empresas catarinenses.

Cidadania abre portas

A programação abordou questões práticas enfrentadas pelos brasileiros que conquistam a cidadania luxemburguesa. A advogada Veridiana Assis apresentou informações sobre casamento, sucessão, reconhecimento de documentos e agrupamento familiar.

Também foram realizadas palestras sobre o sistema educacional do país, desde a educação infantil até a pós-graduação, além das características de uma sociedade que possui três idiomas oficiais: luxemburguês, francês e alemão.

O evento reuniu ainda representantes da comunidade luxemburguesa dos Estados Unidos. O norte-americano Daniel Atz, de Nova York, mediou um painel com Travis Gross, diretor-executivo da Luxembourg American Cultural Society, debatendo formas de preservar a cultura luxemburguesa e fortalecer a cooperação entre as comunidades estabelecidas fora da Europa.

Luxemburgo e Foz do Iguaçu

Além de preservar tradições centenárias, Luxemburgo chama atenção por seus indicadores econômicos. O Grão-Ducado figura entre os países com maior PIB per capita do mundo e possui o maior salário mínimo nacional, características que reforçam seu elevado padrão de vida e despertam o interesse de brasileiros que buscam cidadania e oportunidades de estudo e de trabalho.

São referências que o morador de Foz do Iguaçu Marcelo Spies, cidadão luxemburguês/europeu devido à descendência, realça. Ele preside a seção da Aclux na cidade e região. “Luxemburgo é uma pequena monarquia, sendo o país mais rico da Europa, com o maior salário mínimo no mundo. É o único país com transporte gratuito para todas as pessoas, inclusive aos seus visitantes. Não há tíquete para trem ou ônibus, é só entrar e viajar pelo país.”

Marcelo Spies, cidadão luxemburguês que mora em Foz do Iguçu – foto: assessoria/divulgação

De acordo com Marcelo, muitas pessoas acreditam ser descendentes de alemães, porém, na verdade, têm origem luxemburguense e, portanto, podem obter a cidadania. “E a maioria nem sabe disso”, sublinhou.

Para entrar em contato e saber mais sobre o Luxemburgo ou o pedido de cidadania, basta acionar o dirigente da Aclux em Foz e região, pelo WhatsApp: (45) 9829-3986.

Maior comunidade luxemburguesa

Conforme a cônsul honorária de Luxemburgo em Santa Catarina, Karen Schwinden, o interesse pela cidadania segue em crescimento. Atualmente, dos cerca de 33 mil brasileiros que tiveram o reconhecimento da nacionalidade luxemburguesa, a maior concentração está em Santa Catarina. “De 2021 para cá, já entreguei mais de 5.600 passaportes”, contabilizou.

Entre os participantes do 3.º Encontro das Famílias Luxemburguesas estava Helena Hoffmann, de apenas 3 anos, a de menor idade presente. Descendente de Valentin Mayer, um dos imigrantes luxemburgueses que chegaram a Santa Catarina no século 19, ela viajará em outubro à Europa para retirar seu passaporte e conhecer a terra de seu pentavô.

Enquanto a filha descansava durante as palestras, a mãe, Eloiza Hoffmann, acompanhava atentamente a programação. “Eu não tive a oportunidade de morar no exterior, mas, se um dia ela quiser seguir esse caminho, a cidadania vai facilitar essa jornada”, afirmou.

(Com informações da assessoria)

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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