PTI faz “encontro de integração” com parceiros e empreendedores de Foz

O Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR) passou a barreira da área da Itaipu Binacional e foi para o centro de Foz do Iguaçu, onde reuniu empreendedores, representantes dos centros de competências do Parque e de instituições parceiras, no 1º Meetup PTI Conecta, na noite de quarta-feira, 25.

A intenção foi levar para um ambiente mais informal a troca de ideias e conhecimentos sobre inovação e negócios, a fim de aumentar o networking dos participantes e viabilizar novas oportunidades. A primeira edição foi realizada no Eden Steak Garden & Chopperia.

O diretor superintendente do Parque Tecnológico, general Eduardo Garrido, comentou que o Meetup PTI Conecta representa a proposta da instituição após a reestruturação do planejamento estratégico, em meados de 2019.

“Queremos uma maior aproximação com a cidade e com as empresas de Foz do Iguaçu para disponibilizar os conhecimentos e a expertise que adquirimos ao longo desses 17 anos de atuação”, destacou.

Entre uma petiscada aqui e um bate-papo ali, os convidados acompanharam um Talk Show, conduzido pelo diretor de Negócios e Inovação do Parque, Rodrigo Régis de Almeida Galvão.

O tema foi “A importância do ecossistema de inovação”, tal como é composto o PTI, que promove a união entre instituições públicas e privadas, empresas e universidades para o desenvolvimento de soluções para a sociedade.

Participaram da conversa, além de Eduardo Garrido, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi), Faisal Mahmoud Ismail, e o sócio da empresa Eits, Rodrigo Fraga.

Régis explicou que em um ecossistema de inovação os diversos atores que o compõem atuam em sinergia para desenvolver algo para a sociedade.

“Case”

Faisal pontuou que, como empreendedor há 35 anos, percebeu uma das iniciativas do Parque de 2020, o programa Integração Universidade-Empresa – que disponibilizou bolsas de pesquisas para estudantes auxiliarem empresas a resolverem seus problemas -, como um “case” de um ecossistema de inovação trazendo benefícios para a cidade. Foram aprovados 66 projetos de empresas e concedidas 166 bolsas, que estão em andamento.

Para o sócio da Eits, o modelo da tríplice hélice – que une governo, iniciativa privada e universidades – fomentado pelos ecossistemas de inovação, é fundamental para a diversificação da economia – um dos objetivos do Programa Acelera Foz, lançado este ano por oito instituições, incluindo o PTI, em prol da retomada e diversificação da economia da cidade.

O tema do evento foi “A importância do ecossistema de informação”. Foto Kiko Sierich

Apresentações

O Meetup Conecta abriu oportunidade para algumas rápidas apresentações dos convidados de temas relacionados ao ecossistema do Parque. A primeira foi do Emerson Probst, da Totvs, empresa de tecnologia que possui uma spin-off, a Optimizar, no condomínio do Parque Tecnológico.

Ele contou que escolheu o PTI por ser um ambiente de inovação onde obtém apoio tanto de infraestrutura como orientativo, e em razão da localização estratégica da instituição, na Tríplice Fronteira, o que facilita a logística para o alcance do objetivo da empresa de fortalecer parcerias na América Latina.

O gerente do Centro de Competências em Tecnologias Abertas e Internet das Coisas (IoT) do Parque, Willbur Rogers de Souza, falou sobre alguns projetos desenvolvidos pela área, como o Programa Vila A Inteligente; a plataforma MoVE, que faz o gerenciamento do compartilhamento de veículos elétricos; e o Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes.

A Bittur, startup de tecnologia que oferece soluções para o setor hoteleiro e turístico, também apresentou um projeto de contêiners para hotéis e condomínios, selecionado no Desafio Inova Oeste, uma das ações do Acelera Foz, para receber investimentos para o desenvolvimento da proposta.

A Intelltech, empresa que atua com sistemas computacionais inteligentes, que, segundo Luiz Albino Teixeira, CEO da empresa, nasceu no PTI a partir de um doutorado interinstitucional, fez a terceira apresentação da noite.
A Impact Hub, empresa de coworking, apresentou sua proposta de conectar empreendedores em um espaço de trabalho colaborativo para pessoas interessadas em promover transformações no mundo.

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