Servidores públicos municipais de Foz do Iguaçu rejeitaram a proposta de reposição salarial apresentada pela prefeitura para a data-base de 2026. A decisão foi tomada durante reunião conjunta organizada pelos sindicatos que representam diferentes categorias do funcionalismo, em assembleia no último dia 19.
Participaram da convocação o Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi), o Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi) e o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias do Estado do Paraná (Sindacs).
A proposta do Executivo prevê reposição salarial de 4,11%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), parcelada em quatro vezes: 1% em maio, 1% em julho, 1% em setembro e 1,11% em novembro. O mesmo índice seria aplicado ao auxílio-alimentação, em parcela única.
A assembleia deliberou pela reivindicação de reajuste de 5,4% em parcela única ainda em maio, percentual equivalente ao reajuste do Piso Nacional do Magistério. Os servidores também pedem aumento de 10% no auxílio-alimentação, com efeito retroativo a abril.
Durante a reunião, representantes das categorias criticaram o parcelamento de reposições salariais adotado em anos anteriores e defenderam reajuste integral. Profissionais da educação também apontaram defasagem no pagamento do piso, previsto pela Lei Federal 11.738/2008 para o mês de janeiro.
Servidores: reajuste
Os servidores entenderam que a proposta apresentada pela prefeitura não atende às expectativas das categorias e pedem negociação direta. Os sindicatos solicitaram reunião com a presença do prefeito Joaquim Silva e Luna até o próximo dia 28, data marcada para uma nova assembleia conjunta.
No encontro, dirigentes sindicais afirmaram que a prefeitura ainda não apresentou oficialmente os dados atualizados do limite prudencial de gastos com pessoal, considerados essenciais para análise da capacidade financeira do município.
As entidades também argumentam que há possibilidade de ampliar a proposta relativa ao auxílio-alimentação, por tratar-se de benefício que não impacta diretamente o índice prudencial.
(Com informações da assessoria)


