O governo do Paraná divulgou a lista dos dez pesquisadores finalistas da sexta edição do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime). Cada projeto receberá R$ 200 mil para desenvolver novas tecnologias, totalizando R$ 2 milhões em investimentos.
A assinatura dos financiamentos está prevista para 10 de novembro, durante o Paraná Faz Ciência 2026 e a 6.ª Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em Cascavel, de 9 a 13 de novembro.
Coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em parceria com a Fundação Araucária, o Prime busca transformar pesquisas acadêmicas em produtos, serviços e negócios. Os recursos são provenientes do Fundo Paraná, destinado ao fomento científico e tecnológico.
Os projetos selecionados abrangem áreas como agricultura e agronegócio, biotecnologia, saúde e cidades inteligentes. Para o diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Pelegrina, o programa aproxima a produção científica das demandas do setor produtivo. “Uma das prioridades do governo é fazer com que a produção científica chegue à sociedade na forma de produtos e serviços”, afirma.
Nessa edição, 108 pesquisadores e 35 empreendedores participaram da primeira fase de capacitação, iniciada em maio. Desse total, 40 projetos avançaram para a segunda etapa, voltada à maturação dos negócios e ao desenvolvimento de modelos de transferência tecnológica. Os participantes receberam capacitação e mentorias em validação de soluções, modelagem financeira, propriedade intelectual, negociação comercial e financiamento.
Universidades
Dos dez pesquisadores classificados para a etapa final, seis são da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), com projetos dos campi de Curitiba, Apucarana, Dois Vizinhos e Cornélio Procópio. Outros três são da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e um pertence ao Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus de Paranaguá.
Na UTFPR, uma das pesquisas desenvolve um produto à base de resina natural para aplicação em peças metálicas, como joias, bijuterias, óculos e utensílios. A película transparente formada após a secagem protege contra a corrosão e cria uma barreira entre o metal e a pele, com potencial para reduzir a exposição a componentes associados a reações alérgicas.
A professora Samara Silva de Souza, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UTFPR em Dois Vizinhos, ressalta que a capacitação ajuda os pesquisadores a identificar oportunidades de mercado. “Somos desafiados a olhar além da bancada, entender as necessidades do mercado e compreender os caminhos para transformar uma tecnologia em produto ou negócio”, realça.
Empresas e tecnologias
O Prime também promove a aproximação entre pesquisadores e empresas interessadas em adquirir, licenciar ou desenvolver as tecnologias. Nessa edição, 13 empresas foram selecionadas e manifestaram interesse em 22 projetos.
As negociações poderão avançar com o apoio dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) das instituições de ensino superior. As propostas abrangem soluções para os setores de saúde, agricultura, construção civil, energia e economia circular.
(Com informações da Agência Estadual de Notícias)

