O déficit habitacional e a dificuldade de acesso à moradia popular estão entre os principais desafios sociais de Foz do Iguaçu. Com recursos do governo federal, mais de 800 residências serão entregues a famílias de baixa renda, entre casas e apartamentos, parte concluída e outra em construção.
O principal projeto envolve 512 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, os residenciais Gal Costa, Elis Regina e Rita Lee, na Região Leste, em locais acessíveis à infraestrutura e serviços, como escolas, unidades de saúde, ônibus e comércio. As chaves são para famílias de renda mensal até R$ 3,2 mil, e parcelas estimadas em pouco mais de R$ 200.
Outra iniciativa une direito à moradia e proteção ambiental. Ao todo, 254 famílias da Vila Brás, área de alagamentos constantes, receberão casas para morar, sem ter de preocupar-se com parcelas nem mesmo com o custo da escritura. O grosso do recurso é federal, com a Itaipu Binacional à frente, em que parte das casas já foi entregue, que é o Conjunto Habitacional César Cabral.
Na região de Três Lagoas, na entrada de Foz do Iguaçu, são 42 novas residências ao todo, projeto que está 90% concluído. O lastro principal é a Caixa Econômica Federal, que destinou recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para custear financeiramente o empreendimento.
Em geral, além dos recursos federais, o município participa dos projetos habitacionais com a seleção dos terrenos e na gestão do processo de escolha dos beneficiários, normalmente por sorteio. No início do ano, o Instituto de Habitação de Foz do Iguaçu (Fozhabita) calculava que 8.685 famílias estavam cadastradas no sistema público à espera da casa própria.
A vendedora ambulante Carla Cristiane de Jesus Duarte, 32 anos, trocou a moradia precária em área de alagamento na Vila Brás por uma casa no bairro Três Bandeiras. “Foi a realização de um sonho receber as chaves da minha casa. Está sendo maravilhoso”, enfatizou, celebrando a vida nova residência, com os dois filhos.
Sonho do imóvel próprio
Antes desse conjunto de moradias populares entregues ou em construção, Foz do Iguaçu havia sido contemplada com recursos federais para habitação somente em 2014, com as obras terminadas quatro anos depois, em 2018. Quem contextualiza é o advogado Ian Vargas, ex-diretor-superintendente do Fozhabita, na gestão passada.
“Os últimos condomínios de casa popular foram editais do governo Dilma. Foram os condomínios Angatuba 1 e 2, e o Boicy 1 e 2, ambos da chamada faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida, para famílias das faixas de renda mais baixas”, relembrou Ian. “Isso mostra a importância das políticas públicas do governo federal para a casa própria, para atender as pessoas que mais necessitam”, avaliou.
O prazo para fazer a inscrição e concorrer aos 512 novos apartamentos em Foz do Iguaçu terminou em junho. Na ocasião, a prefeitura informou que a seleção dos candidatos é feita pela Caixa, com base na lista atualizada de inscritos no cadastro habitacional do município. Para postular as chaves do imóvel próprio, é necessária a inscrição no Cadastro Único e comprovação de renda.
Os apartamentos no Gal Costa, Elis Regina e Rita Lee têm 52,53 metros quadrados, com sala, cozinha, área de serviço, banheiro, dois quartos e sacada.

