Despertar o espírito empreendedor e inovador em estudantes do ensino médio da rede pública de Foz do Iguaçu. Com esse objetivo, foi lançada, nessa segunda-feira (22), a terceira edição do programa Empreendendo Futuro. A iniciativa é promovida pelo Itaipu Parquetec em parceria com a Itaipu, além do apoio do Sebrae.
Neste ano, o programa vai beneficiar mais de 4,2 mil estudantes de 20 colégios da cidade. A ação funciona como uma trilha gamificada de aprendizagem, que desafia os estudantes a desenvolver ideias e soluções inovadoras ao longo de diferentes etapas.
O percurso inclui oficinas de desenvolvimento de projetos, pitches de seleção e o hackathon, que define os projetos vencedores. A jornada termina com a etapa de premiação durante o Festival Iguassu Inova, evento que reúne iniciativas de inovação e empreendedorismo da região.
Transformação
De acordo com o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, a iniciativa tem um potencial transformador para a juventude de Foz do Iguaçu. Segundo ele, é uma oportunidade de estimular novas ideias e preparar estudantes para desenvolver soluções capazes de gerar impacto positivo na sociedade.
“Para nós da Itaipu, é uma honra sermos parceiros do Itaipu Parquetec na construção de algo tão valoroso para a juventude de Foz do Iguaçu. O empreendedor é aquele que pensa algo novo, que entrega algo novo à sociedade, que melhora a renda das pessoas e a qualidade de vida daquele que pensou isso tudo. Nesse sentido, esse projeto é fantástico”, afirmou.
Já o diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, professor Irineu Colombo, reforçou a importância de provocar nos estudantes uma reflexão prática sobre inovação e melhoria contínua, conectando os aprendizados do programa com situações reais do cotidiano e do ambiente produtivo.
“Toda empresa tem um processo. E todo o procedimento pode ser melhorado. O mesmo acontece com os equipamentos de uma empresa. É nessa perspectiva que queremos que vocês pensem: o que eu posso fazer para melhorar o mundo? Fica lançado o desafio a partir de hoje!”
Também participaram da solenidade a deputada federal Gleisi Hoffmann; a vereadora de Foz do Iguaçu Valentina Rocha Virgilio; o diretor de Negócios e Empreendedorismo do Itaipu Parquetec, Eduardo de Miranda; o gerente regional Oeste do Sebrae, Augusto Cesar Stein; e Melissa Pavan Damo, técnica pedagógica do Setor de Articulação Acadêmica, representando a chefe do Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu, Veridiana Lucini.

Crescimento e impacto
Desde sua primeira edição, em 2024, o programa vem ampliando, sobretudo, seu alcance e fortalecendo sua metodologia. Na estreia, o Empreendendo Futuro impactou mais de mil estudantes de 11 instituições de ensino. Ademais, em 2025, chegou a mais de dois mil alunos em 13 escolas, consolidando-se como uma iniciativa de formação empreendedora para estudantes da região.
Além da formação técnica, o programa busca estimular diferentes habilidades empreendedoras como pensamento ativo, gestão do tempo, cooperação, comunicação e inteligência emocional.
Jovens no centro da transformação
O estudante Daniel Felipe Ortega Medina, do Colégio Estadual Gustavo Dobrandino da Silva, destacou que o projeto causa muita emoção e traz muito conhecimento para os estudantes. “Espero aprender ainda mais neste ano.”

Para os professores envolvidos, a iniciativa também representa uma oportunidade de ampliar práticas pedagógicas e aproximar os estudantes de novas possibilidades. “Acredito que esse projeto ajuda bastante os alunos a aprenderem a trabalhar em equipe. Eles estão sempre realizando atividades em grupo e chegam no final do ano bem mais desenvoltos”, disse o professor Rinaldo Nishimura, do Colégio Agrícola Estadual Manoel Moreira Pena.
Pela primeira vez no programa, o Colégio Estadual Cataratas integra a iniciativa em 2026. De acordo com a professora Kassandra Novakowski, a expectativa é positiva. “Nós ficamos muito felizes com o convite para integrar o programa deste ano. Nossos alunos e professores estão bem animados, pois é um projeto muito grande e vai ampliar bastante a visão empreendedora dos alunos. Nós já trabalhamos o empreendedorismo na grade curricular, mas tenho certeza que o programa vai ampliar ainda mais essa visão”, concluiu.

