As áreas protegidas da Itaipu Binacional completam 42 anos neste sábado (27). Há mais de quatro décadas, elas preservam a biodiversidade e ajudam a restaurar a floresta na região.
Para o diretor de Coordenação, Carlos Carboni, esse tempo de trabalho ambiental fez da Itaipu uma referência em sustentabilidade. Segundo ele, os resultados das equipes técnicas mostram como a empresa une a geração de energia ao cuidado com o meio ambiente.
“Os cuidados com o meio ambiente fazem parte da missão da Itaipu. A empresa preserva o ecossistema como parte da geração de energia limpa e renovável. Isso é importante para a saúde do reservatório e, por consequência, para a produção da usina”, afirmou.
Na margem brasileira, a Itaipu já plantou mais de 24 milhões de árvores nativas desde o início da restauração florestal na faixa de proteção e nos refúgios biológicos. Além disso, o trabalho com a flora caminhou junto com a reprodução da fauna.
A história começou na Operação Mimba-Kuera, que resgatou animais silvestres durante o enchimento do reservatório nos anos 1980. Desde então, a Itaipu se tornou um centro de conservação. Hoje, a estrutura reúne reprodução em cativeiro, reintrodução de espécies e pesquisa ecológica, e ainda apoia órgãos ambientais no atendimento veterinário a animais da região.

LEIA TAMBÉM: Cataratas: Brasil e Argentina definem ações conjuntas de preservação
Resultados e reconhecimento
O acúmulo de ações ao longo das décadas trouxe resultados concretos. A diversidade de espécies florestais na faixa de proteção quase triplicou. A Itaipu também mantém o maior programa de reprodução de harpias do mundo e reintroduziu espécies ameaçadas, como o mutum-de-penacho. Na restauração da Mata Atlântica no Paraná, dados da ONG SOS Mata Atlântica apontam que a binacional respondeu por cerca de um terço da recuperação do bioma no estado.
Ações nos refúgios biológicos
No Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), em Foz do Iguaçu, os resultados aparecem ano a ano. Em 2025, nasceram 64 animais na unidade, entre eles duas harpias, cinco antas e seis jacutingas, todas espécies ameaçadas de extinção. O Viveiro Florestal produziu cerca de 350 mil mudas de 89 espécies nativas da Mata Atlântica para o reflorestamento local. Já o Projeto de Abelhas Nativas sem Ferrão virou, sobretudo, referência regional em meliponicultura e leva à comunidade a importância dos polinizadores.

No Refúgio Biológico de Santa Helena, o foco é a pesquisa científica. Equipes do eixo Biodiversidade do Núcleo de Inteligência Territorial (NIT) investigam quais espécies da fauna e flora se instalaram no local depois de 40 anos de restauração. Ademais, o estudo avalia o equilíbrio do ecossistema e a ligação ecológica entre as reservas da Itaipu e o Parque Nacional do Iguaçu.
Por fim, o Refúgio Biológico Binacional Maracaju mostra o trabalho conjunto de brasileiros e paraguaios na restauração florestal no Sul do Mato Grosso do Sul. Ademais, a unidade recebe o público em visitas institucionais e desenvolve educação ambiental na região de fronteira.

