Parque Nacional do Iguaçu registra três novos filhotes de onça-pintada

H2FOZ – Paulo Bogler 

A equipe técnica do Projeto Onças do Iguaçu registrou três novos filhotes de onça-pintada no Parque Nacional do Iguaçu, unidade de conservação binacional compartilhada entre Brasil e Argentina (Iguazú). As imagens foram captadas pelas armadilhas fotográficas distribuídas na floresta. 

Conforme os biólogos, no final do ano passado, a fêmea Cacira aparentava ter parido recentemente, mas não houve, na época, registros de filhote, o que só foi possível neste mês de julho. 

“A Cacira tem dois filhotes, que foram registrados ‘inspecionando’ a armadilha fotográfica”, informou o Onças do Iguaçu. Para os pesquisadores, filhotes devem ter cerca de 7 meses de idade. Com as imagens obtidas até agora não é possível saber o sexo deles.

O terceiro filhote, um macho, é da onça-pintada Índia e tem aproximadamente 8 ou 9 meses. Desde outubro de 2019, a equipe do projeto suspeitava de que a fêmea estivesse prenha.

“Temos três novos filhotões de onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu. Ficamos muito felizes com o registro dos filhotes, de reprodução bem-sucedida, e esperamos que eles possam crescer em segurança”, comemorou a bióloga Yara Barros, coordenadora do Onças do Iguaçu.

De acordo com o projeto:

– onças-pintadas podem ter de um a quatro filhotes;

– as oncinhas, em geral, podem ficar com a mãe até os 2 anos de idade, quando partem em busca do próprio território; e

– há 28 onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu, de acordo com o último censo, em 2018 – aumento de 27% em relação à estimativa de 2016.

Monitoramento 

A população de onças-pintadas na região é monitorada por censos a cada dois anos, realizados simultaneamente pelo Projeto Onças do Iguaçu, no Brasil, e Proyecto Yaguareté, na Argentina. No Corredor Verde, que fica entre os dois países, o número desses felinos passou de 90 (2016) para 105 (2018).

Conforme o Onças do Iguaçu, o Corredor Verde é o maior núcleo remanescente das subpopulações de onças-pintadas na Mata Atlântica em nível mundial. “A capacidade de suporte estimada para a região é de 250 animais. Então, ainda temos um longo caminho pela frente”, destacou Yara.

Assista ao vídeo:

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