A reforma do Parque Remador, entre as poucas estruturas ambientais, de lazer e de convivência na região do Porto Meira em Foz do Iguaçu, já perpassa a gestão de dois prefeitos: Chico Brasileiro (PSD) e Joaquim Silva e Luna (PL). Ainda em obras, a frente do equipamento público mostra uma fachada “instagramável”, mas sem uma árvore.
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A parte frontal, na Avenida Morenitas, que antes tinha verde e expunha a sua denominação — Parque Ambiental Omar de Oliveira — , foi substituída por um imenso e contínuo piso de paver e um pórtico com o dizer “Parque Remador”. Logo atrás, o totem para fotografias “Eu amo Foz do Iguaçu”, como já houve no Bosque Guarani e no terminal de ônibus.

O H2FOZ questionou a prefeitura sobre como a população poderá utilizar aquele espaço durante o dia e no entardecer, devido ao calor de Foz do Iguaçu, que chega a níveis extremos em parte do ano. No caso da pista de skate, a situação é a mesma, pois no momento não há árvores no entorno para dar conforto térmico aos praticantes desse esporte e cultura sobre rodas e shape.
A gestão municipal respondeu à reportagem que o conforto térmico é um pilar central do projeto, pelo conhecimento da administração quanto às particularidades do clima da cidade. E que a pavimentação em paver, instalada nesta fase, representa a base estrutural de circulação e acessibilidade, porém o projeto vai além dela.
“Está previsto e devidamente planejado um projeto de paisagismo e arborização estratégica”, aponta a prefeitura. “O plantio de vegetação ocorrerá tanto no setor da praça quanto nas proximidades da pista de skate e áreas de convivência. O objetivo é criar ‘ilhas de sombreamento’ que permitirão o uso do parque com qualidade em diferentes horários do dia.”

Demora na entrega
O Parque Ambiental Omar de Oliveira (Parque Remador) passou praticamente os oito anos da gestão passada envolto em pedidos de melhoria, críticas pelo descaso público e promessas de revitalização. Os serviços começaram no fim de 2024, com previsão de conclusão em seis meses. Não foi o que aconteceu.
O investimento é de R$ 2,6 milhões, por meio de parceria público-privada. A primeira etapa incluía melhorias na pista de skate, nova pista de caminhada e quiosques, por exemplo. A obra parou nos primeiros meses de 2025. A empresa alegou falta de licenças e abandonou o canteiro de obras, atribuindo a responsabilidade à prefeitura, que negou na época.
Obra retomada em meados de junho do ano passado, com término após cinco meses, conforme previu a administração. Porém, é fim de janeiro de 2026, e as obras continuam. A reportagem buscou respostas pelo motivo dos sucessivos atrasos em relação ao cronograma anunciado.

Segundo o Executivo, a revitalização segue em “ritmo constante”, enfocando a qualidade e a segurança das entregas. “Esta primeira fase abrange um robusto pacote de infraestrutura, incluindo drenagem, reforma da pista de skate, arquibancadas, pista de caminhada, área para food trucks, pórtico, praça e quiosques”, elencou.
Conforme a prefeitura, o cronograma foi reorganizado para incluir melhorias técnicas estratégicas:
- sistema de drenagem, que passa por readequações para garantir maior eficiência e durabilidade;
- para “acelerar a entrega” e otimizar recursos públicos, o município assumirá diretamente a pavimentação do estacionamento, originalmente prevista para a segunda fase, com início das equipes próprias já programado para fevereiro.
“Reiteramos que tais ajustes técnicos são fundamentais para que o espaço seja entregue em condições de excelência”, expôs a administração municipal. Mas, afinal, e o prazo para que a comunidade possa voltar a usar do Parque Remador? Eis o que informou a gestão:
“Considerando as adequações técnicas no sistema de drenagem e o cronograma de pavimentação que será executado diretamente pelo município a partir de fevereiro, a entrega do Parque do Remador está planejada para ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano.”


