Ao visitar as Cataratas do Iguaçu, repare nas plantas que crescem entre as rochas do cânion do Rio Iguaçu. Adaptada a um ambiente muito específico, a espécie Paspalum lilloi existe apenas em uma área com pouco mais de oito quilômetros quadrados. Logo
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Uma pesquisa realizada por cientistas argentinos conseguiu reproduzir a planta em laboratório, simulando as condições do habitat.
O trabalho esteve a cargo de pesquisadores das universidades nacionais do Nordeste, Misiones e Buenos Aires, com o apoio de um comitê de investigação científica da Argentina.
Os resultados estão publicados no Boletim da Sociedade Argentina de Botânica, apontando que a planta consegue produzir sementes viáveis, por meio da autofecundação. Isso explica, em parte, seu sucesso em um ambiente hostil.
Entretanto, o Paspalum lilloi apresenta vulnerabilidades em relação a variações extremas do ambiente, como enchentes acima da média ou secas prolongadas.
Na província argentina de Misiones, a planta está incluída na lista de espécies protegidas, com proibição de extração do ambiente natural.
Desde 2021, o Paspalum lilloi integra a lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), com status de “em perigo crítico”.
O gênero Paspalum conta com diversas espécies de gramíneas, caracterizadas por folhas compridas e com verde intenso. Ajuda na conservação do solo e da biodiversidade dos locais nos quais se encontra. Logo

