As travessias das ruas

Tathiana Guimarães – OPINIÃO

Próximo ao horário do almoço, a mãe, avó, irmã, vizinha, cunhada, comadre, tia, ou grande amiga de alguém, foi atropelada em nossa rua.

O cheiro de sangue tomou conta dos ares. Com ele os gritos de dor e desespero da motorista, que certamente jamais conseguirá se perdoar pelo feito.

Quantas vidas amadas ceifadas em um piscar de olhos? Será culpa a ansiedade? A distração? A pressa?

Sinceramente. Tenho a muito tempo analisado a maneira como a Foztrans tem modificado as sinalizações das ruas, e com elas, aumentado as vagas de estacionamento nas ruas de ambos os lados, próximo às esquinas e cruzamentos.

Pedestres e automóveis de ambos sentidos disputam uma corrida maluca nas travessias. As demarcações de estacionamento próximo às esquinas invisibiliza completamente a visão dos motoristas para que haja uma travessia segura e responsável.

Como se não bastasse os motoristas esticando o pescoço para verificar se vêm carro no sentido oposto ao cruzamento, ainda colocam as faixas de segurança na boca da esquina, incentivando o pedestre a cruzar no local que o carro precisa estar para poder enxergar através dos carros estacionados no cruzamento.

O que isso causa? Travessias em alta velocidade, pedestres desviando das faixas e diversos acidentes diretos e indiretos provocados por este sentimento comum de medo ao tráfegar nas ruas de Foz.

Muitas vezes os carros para desviarem dos pedestres, chocam-se. E para evitar colisões, invadem os estabelecimentos, provocando algumas vezes vítimas fatais ou traumas permanentes.

Que nossos órgãos se coloquem no lugar dos que transitam e verifiquem se o modo que estão sugerindo a disputa entre espaço estático – com estacionamento, e dinâmico com veículos-pedestres em movimento, estejam de fato fazendo do transito um fluxo que permita o uso da responsabilidade e direção defensiva.

Melhor termos menos vagas para carros parados, e mais cuidado com as vidas, e nossa cidade possa reduzir as marcadas da tristeza como a presenciada neste dia, que se repete constantemente, diariamente, longe de meus sentidos, mas tão presente no corre corre das situações de risco verificadas por muitos de nós no cotidiano.

Qual rua percebes este perigo?

*Rui Barbosa com Santos Dumont

Tathiana Guimarães é cientista social, presidente da Fundação Nosso Lar e moradora de Foz do Iguaçu.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do H2FOZ.

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