Localizada a 70 quilômetros da fronteira com Foz do Iguaçu, a pequena cidade de Santa Rita, no Paraguai, viveu madrugada de terror nesta terça-feira (16).
Por volta da 1h, um grupo fortemente armado, composto por cerca de 20 indivíduos, atacou três agências bancárias e uma casa de câmbio no centro da cidade.
Os indivíduos usaram explosivos para ter acesso aos cofres de pelo menos dois bancos, Familiar e GNB. Já o terceiro banco (ueno) e a casa de câmbio (Santa Rita) tiveram suas agências invadidas, mas os ladrões não conseguiram detonar as bombas plantadas.
De acordo com o jornal ABC Color, uma equipe com quatro agentes da Polícia Nacional do Paraguai, que fazia patrulhamento ostensivo, tentou dar combate ao grupo, sem sucesso. Um dos policiais, inclusive, chegou a ser feito refém pelos assaltantes.
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O assalto durou cerca de 30 minutos. Conforme a Polícia Nacional, os indivíduos conseguiram saquear os cofres dos bancos Familiar e GNB, fugindo com quantia ainda desconhecida.
Na fuga, para dificultar a perseguição, incendiaram dois veículos, um em cada entrada da pequena cidade, habitada por paraguaios, brasileiros e descendentes.
Criminosos brasileiros?
Até o momento, ainda não há informações sobre a autoria do assalto, que pode estar relacionada a organizações criminosas que atuam no Brasil.
Em declarações à imprensa do Paraguai, contudo, Feliciano Martínez, subcomandante da Polícia Nacional, evitou falar sobre a hipótese de envolvimento do grupo PCC. “Recém estamos coletando evidências. Nas próximas horas teremos dados mais concretos”, afirmou.
Santa Rita está entre os principais polos agrícolas do Paraguai, com grande circulação de recursos financeiros pelas empresas e agricultores locais. A economia da cidade, de 30 mil habitantes, tem como base a produção de soja e outras culturas para exportação.




