O Banco Central do Paraguai (BCP) anunciou, na madrugada desta terça-feira (3), intervenção no ueno bank, instituição bancária com sede no país.
De acordo com a casa matriz, a decisão foi tomada durante reunião na véspera, com base em processo iniciado no último mês de junho. Contudo, o comunicado oficial saiu apenas às 3h24 desta terça, pegando de surpresa parte dos correntistas.
Conforme o BCP, a intervenção tem como foco garantir a segurança do dinheiro depositado na instituição.
A legislação do Paraguai, vale lembrar, estabelece cobertura para todos os depósitos no valor de até 75 salários mínimos (G$ 228,3 milhões ou R$ 211 mil).
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Já para valores acima da cobertura do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), o BCP informa que está trabalhando para assegurar que nenhum correntista saia no prejuízo.
Conforme o comunicado do BCP, a autoridade monetária constatou “insuficiência no índice de solvência abaixo dos 50% do mínimo requerido, como consequência dos ajustes realizados nos estados financeiros [do ueno bank] durante o processo de regularização”.
Sobre os riscos às demais instituições bancárias do Paraguai, o BCP assegurou tratar-se de um caso pontual e específico.
Assim, a intervenção tem como objetivo atender à situação de maneira ordenada, proteger os depositantes e preservar a estabilidade do sistema financeiro.
Até março de 2025, o ueno bank tinha, entre os acionistas de sua holding, o presidente do Paraguai, Santiago Peña. Tal situação adiciona componente político à crise na instituição, que cresceu acima da média do mercado ao longo dos últimos três anos.
Carlos Carvallo, presidente do BCP, apresentou carta de renúncia ao cargo. Segundo Carvallo, seu passo atrás visa a proteger o caráter técnico da autoridade monetária diante das discussões de caráter político.

