De cada quatro caminhões que dão entrada no Porto Seco de Foz do Iguaçu, pelo menos três são procedentes ou têm como destino o Paraguai.
Leia também:
Porto Seco de Foz movimenta quase US$ 10 bilhões, com novo recorde em 2025
A informação consta de um relatório difundido pela Receita Federal do Brasil (RFB), compilando a movimentação da Estação Aduaneira do Interior (EADI) em Foz do Iguaçu.
De acordo com os números de 2025, o porto seco movimentou, de janeiro a dezembro, US$ 9,8 bilhões, crescimento de 13,8% na comparação com 2024.
Dos caminhões que fizeram trâmites no local, 77,5% transportavam cargas com destino ou procedentes do Paraguai, mais de três quartos do total. Os demais (22,5%) correspondem aos veículos que entram ou saem pela Argentina.
Considerando o universo de 215.070 liberações de caminhões em 2025, 166.661 envolveram o comércio bilateral com o Paraguai, revelando a grande interconexão.
Do país vizinho para o Brasil, entram, principalmente, cargas agrícolas. Já o Brasil exporta uma ampla gama de produtos, que vão de bens de consumo a veículos e máquinas industriais.
Dos 166.661 caminhões, 77.739 levaram produtos brasileiros para o Paraguai, e 88.922 trouxeram itens paraguaios para o Brasil. Parte das cargas fica no mercado brasileiro, enquanto outra parcela segue para o mercado internacional, via portos no litoral.
O movimento só não é maior devido ao crescente uso da hidrovia do Rio Paraná pelo setor produtivo do Paraguai. Atualmente, em razão do menor custo de logística, o país exporta e importa produtos pelo modal aquaviário, via Argentina e Uruguai.

