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Canetas do Paraguai iguais às do Brasil? Veja o que diz a Anvisa

Agência publicou esclarecimento após estudo demonstrar que canetas emagrecedoras trazidas ilegalmente do Paraguai contêm tirzepatida.

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Canetas do Paraguai iguais às do Brasil? Veja o que diz a Anvisa
Apreensão de "canetas emagrecedoras" na fronteira entre Brasil e Paraguai. Foto: Assessoria/Polícia Federal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou esclarecimento sobre o estudo que apontou que canetas emagrecedoras trazidas do Paraguai contêm o mesmo princípio do Mounjaro (tirzepatida).

O estudo esteve a cargo do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) da Universidade de Campinas (Unicamp). Veículos de comunicação difundiram que as canetas do Paraguai teriam composição equivalente à das vendidas no Brasil.

Segundo a Anvisa, porém, não procede a informação de que os testes teriam comprovado a equivalência. Conforme a agência, a Unicamp não fez “testes específicos para assegurar concentrações e características idênticas”.

“Além disso, os testes precisam avaliar se o medicamento funciona da mesma forma quando aplicado em uma pessoa. Para isso, é necessário avaliar como o produto é absorvido pelo corpo, qual a concentração que atinge na corrente sanguínea e quanto tempo leva para ser eliminado”, esclarece a Anvisa.

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Sobre as canetas do Paraguai, a agência indica que o CIATox “realizou apenas testes de presença, concentração e estrutura molecular do princípio ativo tirzepatida”.

“O CIATox NÃO é um centro de bioequivalência credenciado no Brasil e não realizou estudos de equivalência. O centro também não faz parte da Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde”, complementa.

“Os testes realizados pela Unicamp [com as canetas do Paraguai] permitem dizer que havia presença de princípio ativo nos frascos. Entretanto, não é possível afirmar que são equivalentes, já que não foram feitas análises de impurezas, contaminantes, degradação do produto, esterilidade, presença de metais pesados, entre outros”, diz a Anvisa.

A agência pontua, ademais, que “o teste NÃO avaliou a biodisponibilidade”, dado mais relevante para dizer se “um medicamento funciona do mesmo jeito que outro”.

Para ler a publicação completa sobre as canetas do Paraguai, no site da Anvisa, clique aqui.

Canetas do Paraguai e riscos

Comprar medicamentos contrabandeados, sem garantia de procedência, traz riscos. Além disso, o transporte de forma inadequada, sem condições de refrigeração, pode danificar completamente o produto.

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    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski

    Guilherme Wojciechowski é colaborador do H2FOZ desde 2021. Acompanha o noticiário da fronteira há duas décadas e cobre editorias como Paraguai, Argentina, Turismo, Esporte, Cultura e Segurança Pública.

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