A Administração Nacional de Eletricidade (Ande), do Paraguai, firmou convênio com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), organismo vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com a Ande, o documento tem como foco as tecnologias para o desenvolvimento de reatores modulares pequenos (SMR, na sigla em inglês).
Conforme a companhia, o interesse do Paraguai é avaliar a viabilidade da tecnologia atômica, pois deseja, em longo prazo, diversificar sua matriz energética.
O documento estabelece um marco de cooperação técnica centrado no intercâmbio de conhecimentos, no fortalecimento das capacidades institucionais e na avaliação de opções energéticas avançadas.
Já os eixos de trabalho entre Paraguai e AIEA incluem as análises técnica, econômica e financeira da tecnologia SMR, bem como assistência para o planejamento energético.
O convênio contempla, ademais, o “acesso à informação não classificada, a adoção de boas práticas internacionais e a capacitação de técnicos da Ande”.
Félix Sosa, presidente da companhia energética do Paraguai, e o argentino Rafael Mariano Grossi, diretor-geral da AIEA, assinaram o documento.
A possibilidade de uso da energia atômica integra a Política Energética Nacional 2050 do Paraguai, coordenada pelo Vice-Ministério de Minas e Energia.
O convênio não tem caráter vinculante e não implica obrigações jurídicas ou financeiras entre as partes. Seu alcance, de acordo com a Ande, está limitado a estabelecer uma plataforma de cooperação institucional.
Atualmente, Brasil e Argentina já utilizam a tecnologia, com as usinas nucleares de Angra (I e II), no Brasil, e de Atucha (I e II) e Embalse, na Argentina.

